A preparação para o sacramento da reconciliação começa pelo exame de consciência, pelo
qual revemos nossas ações, pensamentos e atitudes e os comparamos com aquilo que Deus quer. A
vontade de Deus e seus mandamentos devem ser a nossa referência de vida e, portanto, a baliza de
nosso exame de consciência. Deus respeita nossa consciência, Ele não nos invade, mas nos convida
a nós mesmos reconhecermos nossa pequenez e limitação, derramando nossa alma na presença do
Senhor (1Sm 1,15).
O exame de consciência leva ao arrependimento sincero ou contrição. Quando percebo que
minhas atitudes e ações não correspondem ao que Deus quer, o Amor de Deus acende em nósaquela saudade de viver perto de Deus. É esta saudade de Deus que nos leva ao arrependimento.
Vale a pena rezar o Salmo 50, para compreender a dinâmica de um coração arrependido.
Acima de tudo, o exame de consciência e o arrependimento devem estar assentados numa
atitude interior, como nos ensina o Catecismo:
“Como já acontecia com os profetas, o apelo de Jesus à conversão e à penitência não
visa primariamente as obras exteriores, ‘o saco e a cinza’, os jejuns e as mortificações,
mas a conversão do coração, a penitência interior: Sem ela, as obras de penitência são
estéreis e enganadoras; pelo contrário, a conversão interior impele à expressão dessa
atitude cm sinais visíveis, gestos e obras de penitência” (Catecismo, n. 1430).
Portanto, “a conversão é, antes de mais, obra da graça de Deus, a qual faz com que os nossos
corações se voltem para Ele” (Catecismo, n. 1431). Esta disposição de voltar-se para Deus constitui
o elemento fundamental da preparação para a confissão.

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