" Anunciar o Evangelho não é título de glória para mim; pelo contrário, é uma necessidade que me foi imposta. AI DE MIM SE EU NÃO ANUNCIAR O EVANGELHO. (I Cor 9,16)

terça-feira, 12 de abril de 2011

COMO PREPARAR PARA A ORAÇÃO?

Para uma boa oração necessitamos estar atentos para algumas condições
prévias que nos ajudam a viver a oração como uma experiência de encontro com Deus, ou seja,
para uma oração profunda e verdadeira necessitamos de uma preparação, que servirá de apoio e
ajuda para que a oração flua em intimidade e profundidade.
a. Disposição interior: vai-se para a oração não apenas para cumprir um dever ou para encarar
algo difícil ou inútil, mas para dialogar com o Pai, para um encontro de amor, procurando
ouvir o Espírito Santo e aprender com Ele; por isso a primeira exigência é entrar num clima
de oração, com um coração que tenha desejo de Deus e de sua Palavra.
b. Escolher um bom lugar, onde possa rezar melhor, que ajude a viver o clima de oração:
assim como Jesus se retirava para lugares específicos como o deserto, a montanha, também
nós precisamos ficar a sós com Deus, e o lugar deve ser propício para isso.
c. Tempo: É indispensável se preparar para a oração definindo um horário do dia que seja
mais favorável a sua oração, fixando um tempo determinado para isso, e procurando ser fiel
a Ele, pois Jesus se levantava de madrugada para rezar, e passava mesmo a noite inteira em
oração ( Lc 6, 12; Mc 1, 35 ).
d. Posição do corpo: Encontrar a uma boa posição física, o que não significa a mais cômoda,
que facilite a concentração e possibilite que a oração flua com naturalidade, evitando assim
que se perca o foco e o ritmo da oração.
e. Serenidade Interior: Quando se está agitado emocionalmente e com um coração inquieto e
perturbado a oração encontrará maior dificuldade de acontecer com fluidez e profundidade,
por isso se requer dispor o coração na paz, acalmar as paixões, esvaziar-se das preocupações
da vida, entregando-se pela fé ao Senhor Jesus e clamando a graça do Espírito Santo para o
apaziguamento do coração.
f. Silêncio Exterior: Em meio a tanto barulho, que muitas vezes independe de nossa vontade,
sendo externo a nós, requer uma capacidade interior de desligar-se, evitando prestar atenção
ao barulho, não se incomodando com ele, mudando o foco de sua atenção para o que se está
disposto a vivenciar naquele momento da oração, como nos diz frei Clodovis : o ruído já não
mais incomoda por dentro, embora persista por fora.
g. Silêncio Interior: Aqui se deve buscar o recolhimento, como encontro consigo mesmo,
visando voltar-se para si mesmo, livrando-se do que possa tirar o foco do diálogo com Deus,
não mais daquilo que é exterior, mas agora das agitações interiores. “Pois como Deus poderá
preencher seu coração com sua presença, se você está entulhado de tantas coisas”. Só uma
mente recolhida e tranqüila dialoga com Deus, assim é preciso esvaziar a cabeça,
tranqüilizar o coração, focar-se em Deus.
h. Dar-se conta do valor e da importância da Oração: Eis um princípio básico para começar
e perseverar na oração, reconhecendo que isto é fundamental para minha vida, assim como o
ar que eu respiro. Não se faz aquilo que não se julga importante. Por isso devo antes de tudo
tomar consciência daquilo que vou fazer quando estou a orar: vou realizar para um encontro
de fé com o Pai, que me atrai ao seu amor, mesmo quando eu não venho a sentir esse amor,
mas poderei perceber que isso é verdade; e que o mais importante é: unir-me a Deus, pois
esta é a finalidade da oração, independente se sinto sua presença ou não.
i. Pedir a presença do Espírito Santo: Esta exigência é peculiar a longa tradição da Igreja,
uma vez que o Espírito é o doce hóspede da alma e o nosso Mestre Interior, somente sob sua
moção podemos viver bem nossa oração pessoal, sendo por ele iluminado neste desejo de
profunda união com nosso Salvador e Senhor Jesus Cristo.

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