" Anunciar o Evangelho não é título de glória para mim; pelo contrário, é uma necessidade que me foi imposta. AI DE MIM SE EU NÃO ANUNCIAR O EVANGELHO. (I Cor 9,16)

sábado, 30 de abril de 2011

COMO LER A BÍBLIA?

Um dos métodos para transformar a Bíblia como itinerário de oração é o que conhecemos
por Lectio Divina. Ele é composto de quatro momentos interligados. Mas atenção é preciso dar um
tempo diário da nossa vida para Deus, realmente privilegiar essa prática ou outras que nos ajudam a
tomar intimidade com a Bíblia.
Os momentos são:

Leitura: Lê-se, em primeiro lugar, a sós ou em grupo, uma passagem da Escritura;

Meditação: Segue-se um tempo de meditação, que é um aprofundamento do sentido do que
se leu, apelando à inteligência, à memória, à imaginação e ao desejo, eventualmente com a partilha
da palavra;

Oração: Na medida em que se vai escutando o que Deus diz, o fiel responde com a oração,
que pode ser de arrependimento, de ação de graças, de intercessão, de súplica ou de louvor;

Contemplação: Na medida da graça do Espírito Santo, esta oração desabrocha em
saborosos momentos de contemplação, que tornam mais viva e íntima a comunhão com Deus, e
predispõe a alma para uma vida mais santa e mais ativa na realização do Reino de Deus.

QUAL A REGULARIDADE PARA LER A BÍBLIA? QUEM PODE LER A BÍBLIA?

A Bíblia deve ter um lugar de destaque em nossa vida, portanto, o ideal é que seja lida
diariamente e principalmente que todos os cristãos a leiam e tenham por ela apreço e respeito. Com
isso teremos cristãos mais apaixonados e conscientes do valor da Sagrada Escritura.
“Esta leitura orante, bem praticada, conduz ao encontro com Jesus-Mestre, ao conhecimento
do mistério de Jesus-Messias, à comunhão com Jesus-Filho de Deus e ao testemunho de Jesus-
Senhor do universo. Com seus quatro momentos (leitura, meditação, oração, contemplação), a
leitura orante favorece o encontro pessoal com Jesus Cristo semelhante ao modo de tantos
personagens do evangelho: Nicodemos e sua ânsia de vida eterna (cf. Jo 3,1-21), a Samaritana
e seu desejo de culto verdadeiro (cf. Jo 4,1-12), o cego de nascimento e seu desejo de luz
interior (cf. Jo 9), Zaqueu e sua vontade de ser diferente (cf. Lc 19,1-10)... Todos eles, graças a
este encontro, foram iluminados e recriados porque se abriram à experiência da misericórdia
do Pai que se oferece por sua Palavra de verdade e vida. Não abriram seu coração para algo
do Messias, mas ao próprio Messias, caminho de crescimento na “maturidade conforme a sua
plenitude” (Ef 4,13), processo de discipulado, de comunhão com os irmãos e de compromisso
com a sociedade.”
Documento de Aparecida, n. 249.

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