" Anunciar o Evangelho não é título de glória para mim; pelo contrário, é uma necessidade que me foi imposta. AI DE MIM SE EU NÃO ANUNCIAR O EVANGELHO. (I Cor 9,16)

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Teremos muito mais no céu!


Quando algo na sua vida parecer sem solução, creia, Deus tem a resposta pra tudo. Basta se abrir a sua presença e esperar que ele vos iluminará. Não busque no mundo a resposta pra seus problemas, busque viver a palavra de Deus, mesmo que a vida tenha que perder. Teremos muito mais no céu! 


domingo, 4 de dezembro de 2011

Maranatá: Vem Senhor Jesus


São Paulo na sua I carta aos Coríntios 16,23 nos diz: “ Se alguém não amar ao Senhor, seja maldito! Maran atá.”


Maran atá é uma expressão aramaica que significa: nosso Senhor vem. Separando Marana tá, teremos: Vinde, Senhor nosso! Os primeiros cristão usavam freqüentemente esta invocação, na liturgia primitiva.


Neste tempo de advento clamemos diariamente: Maranatá, Vem Senhor. Vinde depressa, socorrer-nos! Sentimos saudade, queremos te ver face a face Jesus.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Deus nos criou para a imortalidade, aleluia!!


Deus criou o homem para a imortalidade e o fez à imagem de sua própria natureza; foi por inveja do diabo que a morte entrou no mundo, e experimenta-na os que a ele pertencem. A vida dos justos está nas mãos de Deus, e nenhum tormento os atingirá.  (Sabedoria 2,23–3,1)

Sentir-me profundamente tocado ao ler essa leitura. Deus nos criou para a imortalidade. O amor do Pai é tão imenso que não bastou ter-nos feito a sua imagem e semelhança, ele quis também que vivemos para o todo o sempre. E viveremos! Mesmo que tenhamos que passar pela morte ( fruto da inveja do demônio e da nossa desobediência ); se acreditarmos no Cristo teremos a vida eterna. ( Cf. Jo 3, 16)

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Bendita seja a cruz! O amor por ela se revelou...


Sendo ele de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens.
E, sendo exteriormente reconhecido como homem, humilhou-se ainda mais, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz. Por isso Deus o exaltou soberanamente e lhe outorgou o nome que está acima de todos os nomes,para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho no céu, na terra e nos infernos. E toda língua confesse, para a glória de Deus Pai, que Jesus Cristo é Senhor. 
( Cf. Fl 2,6-11)



Nesse dia  celebramos a Exaltação da Santa Cruz, festa que surgiu em 355 por ocasião da inauguração das duas grandes basílicas em Jerusalém: A Basílica do Calvário e a do Santo Sepulcro. A construção destas duas basílicas foi ordenada pelo imperador Constantino.

O lenho da cruz descoberto por Santa Helena teve sempre um lugar especial na devoção do povo cristão. A festa de hoje celebra também o retorno da cruz a Jerusalém que tinha sido levada para a Pérsia. A cruz de Cristo é ponto de referência da nossa fé e de nossa esperança. Pela cruz, Cristo nos salvou e nos libertou.

As  leituras que a Santa Igreja nos propõe nesse dia para lê e meditar, nos faz pensar no infinito amor do Pai por toda a humanidade. Deus deseja a Vida, e vida em abundancia para todos nós, por isso enviou seu filho único, que foi obediente até a morte de Cruz.

Nesse dia recordo de tantas canções: ... No peito eu levo uma cruz, no meu coração o que disse Jesus ♫♪; A cruz que eu carrego no peito não é amuleto não, e sim sinal de salvação... Mais uma música que fala bem claro sobre esse mistério da Santa Cruz, é da banda Arkanjos.

Confira:

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Brasil: Família Paulina celebra 100 anos de presença na Igreja, em 2014


Em 2014, a Família Paulina completará 100 anos de presença na Igreja. Por ocasião do quadragésimo ano de fundação, o Bem-aventurado Tiago Alberione, fundador da Família Paulina, afirmou: “Dia 20 de agosto de 1914, uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento e a bênção da minúscula tipografia, iniciava-se a Família Paulina…”, com a fundação Padres e Irmãos Paulinos. A esta se seguiu a fundação de quatro Congregações femininas com finalidades próprias, diversas e independentes uma da outra: Irmãs Paulinas; Irmãs Discípulas do Divino Mestre; Irmãs Pastorinhas; Irmãs Apostolinas. Fundou também os Institutos: Santa Família (para casais); São Gabriel Arcanjo (Gabrielinos, para homens); Jesus Sacerdote (para padres diocesanos e bispos diocesanos); Nossa Senhora da Anunciação (Anunciatinas, para mulheres).

Todos unidos entre si pelo mesmo ideal de santidade e apostolado: levar Jesus Cristo a todas as pessoas através das várias formas de comunicação social. Organizou, também, leigos e leigas para que estivessem estreitamente ligados à missão e à espiritualidade de suas fundações e, assim, nasce a União dos Cooperadores Paulinos.
Abertura oficial das atividades em preparação à celebração do centenário de fundação da Família Paulina, no Brasil, será no dia 20 de agosto, com uma missa no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida (SP), com a presença de 250 membros da Família Paulina. Essa missa terá como motivação principal a abertura oficial das atividades em preparação à celebração do Centenário de fundação da Família Paulina.

domingo, 10 de julho de 2011

Falta um ano para o Encontro Mundial de Jovens da RCC

A contagem regressiva começou. A expectativa é grande! E não é para menos. Um ano nos separa de um grande acontecimento. Entre os dias 10 e 15 de julho de 2012, pessoas de várias partes do planeta estarão reunidas em Foz do Iguaçu, no Paraná, para o 1º Encontro Mundial de Jovens da Renovação Carismática Católica. 

Sim! Jovens comprometidos com a propagação da Cultura de Pentecostes estarão juntos para momentos de aprendizado, partilha e oração. E, aqui, em nosso país, juntamente com a juventude brasileira, darão testemunho de que é em Jesus que eles depositam a sua esperança (cf.Mt 12,21).

O Encontro ocorrerá paralelamente ao XXX Congresso Nacional da RCC.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Ao eterno amor...

Hoje, festa do corpo e sangue de Jesus, me vinha ao coração um canto que há tempo não ouvia. Ao eterno amor, do canto Walmir Alencar. Pude na Santa Missa contemplar Jesus Eucaristico e me fazia as seguintes palavras: Como pode ser? Como um Deus tão grande pode está num pequeno pedaço de pão?
 Mais como continua o canto, só por amor, que Jesus se fez pequeno para está mais perto de nós. E só por amor, conseguimos contemplar a sua  presença nas espécies do pão e do vinho. Cantemos, adoremos ao Senhor, tão presente e tão próximo de cada um de nós. Ele está em todos os sacrários a nos esperar para saciar-nos com sua doce presença.


quarta-feira, 8 de junho de 2011

COMO PREPARAR-SE PARA PRATICAR O JEJUM?

O jejum é um sinal externo da conversão do coração. Portanto, sua preparação exige um profundo exame de consciência e uma atitude de contrição, de arrependimento de nossas fraquezas e um propósito firme de mudança de vida.
Pela boca do profeta Isaías, o Senhor revela o sentido da conversão que deve acompanhar o
jejum: “Sabeis qual é o jejum que eu aprecio? - diz o Senhor Deus: É romper as cadeias injustas,
desatar as cordas do jugo, mandar embora livres os oprimidos, e quebrar toda espécie de jugo” (Is 58, 6).

 COMO PRATICAR O JEJUM?

O jejum deve estar associado a uma visão positiva da vida espiritual, o que impede que seja compreendido como uma pena ou sacrifício ruim. Deve, portanto, expressar a alegria, a fé e a esperança. É Jesus mesmo quem nos ensina a esse respeito: “Quando jejuardes, não tomeis um ar triste como os hipócritas, que mostram um semblante abatido para manifestar aos homens que jejuam. (...) Quando jejuares, perfuma a tua cabeça e lava teu rosto Assim não parecerá aos homens que jejuas, mas somente a teu Pai, que vê no segredo” (Mt 6,16-18).

QUAIS OS BENEFÍCIOS E EFEITOS DO JEJUM?

Os benefícios do jejum vão além da vida espiritual. Eles cobrem muitos aspectos da vida humana. Além do domínio dos vícios, o jejum enobrece a mente, auxilia alcançar as virtudes da sabedoria, da prudência e temperança, promove o bem-estar, recupera as perdas espirituais e nos prepara para a batalha do dia-a-dia da fé; por isto é eficaz em quatro áreas fundamentais.
a) Alimentar e física:
• Disciplina a forma desordenada e irregular de comer e o mau hábito de beliscar entre asrefeições, fumar, tomar café, chás, doces, lanches e refrigerantes, a todo instante;
• Elimina o reprovável desperdício e ensina a conhecer o valor nutritivo dos alimentos vegetais e animais e a importância dos produtos naturais, orgânicos;
• Torna o corpo mais saudável através do bom funcionamento do sistema digestivo e possibilita aumento a expectativa de vida.
b) Mental e psicológica:
• Mantém a mente descansada, mais aberta e sensível às coisas espirituais, atividades e à criatividade intelectual em diversas áreas;
• Aumenta a estabilidade mental e psicológica através do domínio das emoções, torna o corpo leve, ativo e incansável (a história demonstra que os filósofos pagãos, na Grécia antiga, para um melhor desempenho intelectual, jejuavam espontaneamente antes de entrarem em debates públicos).
c) Moral e religiosa:
• Supera as dependências e apegos às coisas materiais supérfluas e amplia a consciência do ser;
• Fortalece a vontade, renova a força moral e consolida os verdadeiros valores e a fé;
• Estimula a partilha com generosidade e abre o nosso coração à caridade, oferecendo aos necessitados, os que sofrem, aquilo que vem a sobrar em nossas despensas: “Boa coisa é a oração acompanhada de jejum, e a esmola é preferível aos tesouros de ouro escondidos” (Tb 12,8)
• Traz o domínio sobre a presunção, a indolência espiritual e moral e intensifica a genuína piedade.
d) Vida de fé:
• Prepara para uma intensa participação nos mistérios da Fé, nos Sacramentos, em particular da Penitência ou Confissão e da Eucaristia.
E produz:
• Maior qualidade de vida interior, vida na graça e união íntima, real, natural, pessoal e constante com Deus;
• Docilidade e abertura às inspirações do Espírito Santo;
• Maior silêncio, busca da meditação, confiança e disposição para a adoração;
• Maior disponibilidade para servir, para a missão e para o próximo;
• Libertação a partir da renúncia à gula, luxúria, preguiça e demais pecados capitais;
• É uma poderosa arma contra as tentações do Inimigo;
• Portanto não deve ser visto como um dever, mas um direito que nos abre à Graça.

 QUAIS OS PREJUÍZOS QUANDO NÃO PRATICAMOS O JEJUM?

O maior prejuízo, sem dúvida, é deixar-se levar pelas tendências humanas da “vida segundo a carne”, como nos ensina São Paulo (Rm 8). Não se trata de viver o dualismo corpo e espírito, muito enfatizado na Idade Média, que via como mal e pecaminoso tudo o que se relacionava aocorpo. Isso, de fato, é um exagero e não corresponde à doutrina cristã: Deus, que criou-nos também o corpo, “viu que tudo era bom” (Gn 1,31).

QUAL A REGULARIDADE PARA PRATICAR O JEJUM?

O jejum não deve ser praticado em demasia e exagero, pois isso causa prejuízo ao corpo,constituindo-se nesse caso um mal e não um bem. É preciso bom senso e equilíbrio. No Código de Direito Canônico, a Igreja nos ensina que “os dias e tempos penitenciais, em toda a Igreja, são todas as sextas-feiras do ano e o tempo da quaresma” (Cân. 1250). E ainda: “Observe-se a abstinência de carne ou de outro alimento,
segundo as prescrições da conferência dos Bispos, em todas as sextas-feiras do ano, a não ser que coincidam com algum dia enumerado entre as solenidades; observem-se a abstinência e o jejum na quarta-feira de Cinzas e na sexta-feira da Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo” (Can. 1251).
Há também a orientação da Igreja para o jejum que prepara a participação na Eucaristia: “Quem vai receber a Santíssima Eucaristia abstenha-se de qualquer comida ou bebida, excetuandose somente água e remédio no espaço de ao menos uma hora antes da sagrada comunhão” (Can.919).

QUEM PODE E QUEM DEVE PRATICAR O JEJUM?

Conforme o ensinamento da Igreja, no Código de Direito Canônico, “todos os fiéis, cada qual a seu modo, estão obrigados por lei divina a fazer penitência; mas, para que todos estejam unidos mediante certa observância comum da penitência, são prescritos dias penitenciais, em que os fiéis se dediquem de modo especial à oração, façam obras de piedade e caridade, renunciem a si mesmos, cumprindo ainda mais fielmente as próprias obrigações e observando principalmente o jejum e a abstinência, de acordo com os cânones seguintes” (Can. 1249).
A Igreja também ensina que “estão obrigados à lei da abstinência aqueles que tiverem completado catorze anos de idade; estão obrigados à lei do jejum todos os maiores de idade até os sessenta anos começados. Todavia, os pastores de almas e os pais cuidem que sejam formados para o genuíno sentido da penitência também os que não estão obrigados à lei do jejum e da abstinência em razão da pouca idade” (Can. 1252).

terça-feira, 7 de junho de 2011

SEGUNDO A BÍBLIA O QUE DEUS NOS FALA SOBRE O JEJUM?

O Antigo Testamento é rico em passagens que revelam a prática do jejum associada à vida espiritual. Eis apenas alguns exemplos: Lv 16,29; Nm 29,7; 1Rs 21,9; Esd 8,21; Tb 12,8; Jl 1,14, 2Sm 12,16. No livro do Gênesis pode-se encontrar uma primeira referência ao jejum, ainda que indireta, na ordem de Deus: “Podes comer do fruto de todas as árvores, do jardim, mas não comas do fruto da árvore da ciência do bem do mal, porque no dia em que dele comeres, morrerás indubitavelmente” (Gn 2, 16-17).
Na cultura judaica, o jejum era cumprido rigorosamente, o que é atestado pelos constantes desencontros de Jesus com os fariseus a respeito do tema (Mc 2,18; Lc 5,33).
Jesus jejuou durante quarenta dias e quarenta noites, depois do seu batismo (Mt 4,2). O jejum de Jesus precede o início da pregação de Jesus (Mt 4,17), a escolha dos primeiros discípulos (Mt 4, 18-22), as primeiras curas (Mt 4,23-25) e o sermão sobre as bem-aventuranças (Mt 5,1-12). O jejum é necessário para o apostolado. Aumenta nossa intimidade com Deus Pai e potencializa nossa oração (Mt 17,14-20; Mc 9,29). Com efeito, Jesus declarou certa ocasião: "quanto a esta espécie de demônio, só se pode expulsar à força de oração e de jejum”.
O Livro de Atos registra os crentes jejuando antes de tomarem importantes decisões (Atos 13:4; 14:23).
São Paulo dá um sentido mais amplo ao jejum, inserindo-o nas práticas que nos ajudam aviver segundo o Espírito e não apenas segundo a carne: “Portanto irmãos, não somos devedores da carne, para que vivamos segundo a carne. De fato, se viverdes segundo a carne, haveis de morrer; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras da carne, vivereis, pois todos os que são conduzidos pelo Espírito de Deus são filhos de Deus (Rm 8, 13-14).

segunda-feira, 6 de junho de 2011

O QUE A IGREJA FALA SOBRE O JEJUM?

A Igreja reconhece o valor e o significado profundo do jejum para a espiritualidade cristã. O quinto mandamento da Igreja nos orienta a “Jejuar e abster-se de carne, conforme manda a Santa Mãe Igreja” (Catecismo, 2043).Entre os chamados Padres da Igreja, os primeiros teólogos das origens cristãs, Santo Agostinho reconhece o valor espiritual e moral do jejum: “a abstinência purifica a alma,eleva a mente, subordina a carne ao espírito, cria um coração humilde e contrito, espalha as nuvens da concupiscência, extingue o fogo da luxúria e acende a verdadeira luz da castidade” (Sermão sobre a oração e o jejum).
Em nosso tempo, a Igreja ainda recomenda a prática do jejum. O jejum é citado no Catecismo da Igreja Católica em 9 parágrafos específicos. Os parágrafos são: 575, 1387, 1430,1434, 1438, 1755, 1969, 2043 e 2742. Síntese desse ensinamento é a mensagem de que os gestos exteriores (saco e cinzas, jejuns e mortificações) não devem ser vazios, mas devem ser acompanhados da conversão do coração ou da penitência interior: é por essa razão que o jejum é associado ao Sacramento da Reconciliação.
Além do jejum, a oração e a esmola aparecem como as principais formas de expressão da penitência interior. Assim, o jejum, a oração e a esmola representam a conversão em relação a si mesmo, a Deus e aos outros (Catecismo, 1434). Como afirmou o Papa Bento XVI, na homilia da celebração da Quarta-Feira de Cinzas, deste ano, “em relação harmoniosa com a oração, também o jejum e a esmola podem ser considerados lugares de aprendizagem e prática da esperança cristã”. O Concílio Vaticano II assim nos ensina: “A penitência do tempo quaresmal não deve ser somente interna e individual, mas também externa e social. Fomente-se a prática penitencial de acordo com as possibilidades de nosso tempo, dos diversos países e da condição dos fiéis (...). Tenha-se como sagrado o jejum pascal que há de celebrar-se em todos os lugares na Sexta-feira da Paixão e Morte do Senhor e ainda estender-se segundo as circunstâncias, ao Sábado Santo, para que deste modo cheguemos à alegria do Domingo da Ressurreição com ânimo elevado e grande
entusiasmo” (Sacrosanctum Concilium, n. 110).
Para o Papa Bento XVI, “jejuar significa aceitar um aspecto essencial da vida cristã. É necessário redescobrir também o aspecto corporal da fé, a abstinência do alimento é um desses aspectos” (Joseph Ratzinger, no livro A Fé em crise?).

sábado, 4 de junho de 2011

Bênçãos da Oração do Rosário:

* Proteção especial na vida
* Morte feliz
* Salvação eterna de sua alma
* Não morrerá sem os sacramentos
* Não morrerá flagelado pela pobreza
* Tudo obterá por meio do Rosário
* A devoção do Rosário será sinal certo de salvação
* Os que rezarem o Rosário serão libertos do purgatório no dia de sua morte
* Terão grande glória no Céu
* Aos que propagarem o Rosário, Maria promete ajudar em todas as necessidades.
* Os pecadores serão perdoados.
* As almas áridas serão restauradas.
* Aqueles que estão acorrentados terão suas correntes rompidas.
* Aqueles que choram encontrarão felicidade.
* Aqueles que são tentados encontrarão paz.
* O pobre encontrará ajuda.
* Os religiosos serão corretos.
* Aqueles que são ignorantes serão instruídos.
* O ardente aprenderá a superar o orgulho.
* Os defuntos (as almas santas do purgatório) terão alívio em suas penas do sufrágio.

Benefícios da Oração do Rosário

* Gradualmente nos dá uma perfeita consciência de Jesus.
* Purifica nossas almas, lava o pecado.
* Dá-nos vitória sobre todos nossos inimigos.
* Torna-nos fácil a prática das virtudes.
* Faz arder em nós o amor do Senhor.
* Enriquece-nos de graças e méritos.
* Provém-nos o que é necessário para pagar todos os nossos débitos a Deus e aos irmãos; e, finalmente, obtém de Deus, todos os tipos de graças para nós.

Promessas de Maria Santíssima aos devotos do Rosário

* A todos aqueles que recitarem o meu Rosário promete a minha especialíssima proteção.
* Quem perseverar na reza do meu Rosário, receberá graças potentíssimas.
* O Rosário será uma arma potentíssima contra o inferno, destruirá os vícios, dissipará o pecado e derrubará as heresias.
* O Rosário fará reflorir as virtudes, as boas obras e obterá às almas as mais abundantes a Misericórdias de Deus.
* Quem confiar-se a Mim, com o Rosário, não será nunca oprimido pelas adversidades.
* Quem quer que recite devotadamente o Santo Rosário, com a meditação dos Mistérios, se converterá se pecador, crescerá em graça se justo e será feito digno da vida eterna.
* Os devotos do Meu Rosário na hora da morte, não morrerão sem sacramentos.
* Aqueles que rezam o Meu Rosário encontrarão, durante sua vida e na hora de sua morte, a luz de Deus e a plenitude das suas graças e participarão aos méritos dos abençoados no Paraíso.
* Eu libertarei, todos os dias, do Purgatório, as almas devotas do Meu Rosário.
* Os verdadeiros filhos do Meu Rosário, gozarão de uma grande alegria no Céu.
* Aquilo que se pedir com o Rosário se obterá.
* Aqueles que propagarem o Meu Rosário serão por mim socorridos em todas as suas necessidades.
* Eu consegui do Meu Filho que todos os devotos do Rosário tenham, por irmãos em sua vida e na hora de sua morte, os Santos do Céu.
* Aqueles que recitarem o Meu Rosário fielmente serão todos filhos meus amaríssimos, irmãos e irmãs de Jesus.
* A devoção do Santo Rosário é um grande sinal de predestinação.
"O Rosário, lentamente recitado e meditado - em família, em comunidade,

“Pessoalmente, vos fará penetrar, pouco a pouco, nos sentimentos de Jesus Cristo e de sua Mãe,
evocando todos os acontecimentos que são a chave de nossa salvação”.
(João Paulo II)

“Quando se recita o Rosário revivem-se os momentos importantes e significativos da história da
salvação; percorrem-se as várias etapas da missão de Cristo. Com Maria orienta-se o coração
para o mistério de Jesus. Coloca-se Cristo no centro da nossa vida, do nosso tempo, das nossas
cidades, mediante a contemplação e a meditação dos seus santos mistérios de alegria, de luz, de
dor e de gloria”.
(Papa Bento XVI)

sexta-feira, 3 de junho de 2011

OS BENEFÍCIOS E AS BENÇÃOS DO ROSÁRIO

Conforme as palavras do Santo Padre João Paulo II: O Rosário é a oração para este mundo. Para salvação das pessoas, para a Transformação das famílias. Para a mudança da nossa sociedade e para
que o mundo seja salvo. É a oração dos simples, é a oração dos sábios, é a oração dos pobres. É a oração de todos! É uma Maravilhosa Terapia: Se você vive cansado, se você está com insônia, se procura auxílio nos calmantes, tente rezar o Rosário(ou o Terço). Ele não é tóxico e produz um efeito maravilhoso. O Rosário descontrai, gera confiança, acalma as tensões, dá ânimo e motivação para o trabalho, além da alegria, paciência e tolerância. Nos livra dos pensamentos negativos. É fonte de bênçãos e de graças. Tente rezá-lo e você mesmo descobrirá. É uma Oração Simples e Profunda: Até as crianças podem rezar o Rosário e colher seus frutos. É uma oração simples. Parece que surgiu no meio do povo mais humilde. Mas mesmo os grandes místicos perceberam nesta oração uma fonte inesgotável de benefícios espirituais. O Rosário é uma oração profunda.
É uma Escola de Oração: Precisamos aprender a rezar. Muitas pessoas não sabem como se achegar a Deus. O Terço será uma verdadeira e grande Escola. Ele fortifica a nossa fé, apresenta-nos Maria como Mediadora, dá-nos lições de penitência, faz retornar os dissidentes.
É uma Oração Atual: Cada dia se fala de meditação. Nosso mundo agitado está começando a dar sinais de cansaço. Cresce o interesse pelos métodos orientais de oração. O Rosário é de inspiração oriental....E é cristão. Por que não ensiná-lo às novas gerações?
É uma Oração Libertadora: O Rosário liberta porque nos põe em íntimo diálogo com o Libertador (Jesus). Maria canta: “Derruba os poderosos de seus tronos e eleva os humildes” (Lc 1,52.53). Entre um mistério e outro repetimos: “Jesus, socorrei principalmente os que mais precisarem”. É a opção preferencial pelos pobres presente no terço. A oração do Terço(ou Rosário) nos livra dos pensamentos negativos. Nos dá equilíbrio em todas as situações do nosso dia a dia. É uma Oração Popular: Na cidade ou no campo – religiosos, leigos, bispos, padres, até o Papa, todos têm uma simpatia especial pelo Rosário(ou o Terço).
Não é a oração oficial da Igreja. Mas sempre foi rezado por toda a Igreja, principalmente pelo povo
simples que encontra nele uma maneira prática de estar com Deus. É uma oração que traz a paz e a união para as famílias: O Rosário sempre foi oração querida das famílias e muito favoreceu sua união e seu crescimento. Sua oração torna-se motivo e oportunidade de a família encontrar-se, no corre-corre da vida e com o pouco tempo que dispõe de estar junto tomado pelas imagens da televisão. "Retomar a recitação do Rosário em família significa inserir na vida diária imagens bem diferentes - as do mistério que salva: a imagem do Redentor, a imagem de sua Mãe Santíssima. A família, que reza unida o Rosário, reproduz em certa medida o clima da casa de Nazaré: põe-se Jesus no centro, partilha-se com Ele alegrias e sofrimentos, colocam-se em suas mãos necessidades e projetos, e d'Ele se recebe a esperança e a força para o caminho" (RMV, 41). Rezando o Rosário pelos filhos e com eles, os pais estarão apresentando as etapas de crescimento de Jesus, desde a encarnação até a ressurreição como seu ideal de vida. Ao mesmo tempo, estarão realizando a catequese da oração. É uma Oração Cinematográfica: Enquanto repetimos as palavras, a imaginação vai criando em nossa mente o filme da vida de Cristo. Este modo de rezar é conhecido por “contemplação”. A devoção do rosário é preciosa e nos traz muitos benefícios e bênçãos:

quinta-feira, 2 de junho de 2011

COMO PREPARAR-SE E COMO REZAR O ROSÁRIO?

Para recitar o Rosário com verdadeiro proveito deve-se estar em estado de graça ou pelo menos ter a firme resolução de renunciar o pecado mortal. O Santo Rosário nos permite percorrer os grandes momentos da obra salvífica de Cristo, acompanhados por nossa Mãe Maria, de quem tomamos o exemplo de “guardar todas estas coisasno coração”. Além de ter como centro os Mistérios de Cristo, em conexão com a Trindade Santa e a vida de Nossa Senhora, o Rosário torna presentes as circunstâncias de nossa existência: alegrias,
esperanças, angústias, inspirações, bem como dores e decepções.O Rosário é “composto de quatro blocos de Mistérios, conforme o acréscimo, feito pelo Papa João Paulo II, com a edição da Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae”.


Como rezar?
Oferecimento do terço:

Divino Jesus, nós Vos oferecemos este terço que vamos rezar, meditando nos mistérios da nossa redenção. Concedei-nos, por intercessão da Virgem Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, as virtudes que nos são necessárias para bem rezá-lo e a graça de ganharmos as indulgências desta santa devoção. Oferecemos, particularmente, em desagravo dos pecados cometidos contra o Sagrado Coração de Jesus e Imaculado Coração de Maria, pela paz no mundo, pela conversão dos pecadores,pelas almas do purgatório, pelas intenções do Santo Padre nosso vigário, pela santificação das famílias, pelas missões, pêlos doentes, pelos agonizantes, pôr aqueles que pediram nossas intenções particulares, pelo Brasil e pelo mundo inteiro.

1 - Segurando o Crucifixo, fazer o Sinal da Cruz: Em nome do Pai do Filho e do Espírito Santo.
Amém.
2 - Em seguida, ainda segurando a cruz, rezar o Credo.
3 - Na primeira conta grande, recitar um Pai Nosso.
4 - Em cada uma das três contas pequenas, recitar uma Ave Maria.(em honra à Santíssima Trindade
– Pai, Filho e Espírito Santo)
5 - Recitar um Glória antes da seguinte conta grande.
6 - Anunciar o primeiro Mistério do Rosário do dia e recitar um Pai Nosso na seguinte conta
grande.
7 - Em cada uma das dez seguintes contas pequenas (uma dezena) recitar um Ave Maria enquanto
se faz uma reflexão sobre o mistério.
8 - Recitar um Glória depois das dez Ave Maria. Também se pode rezar a oração ensinada por
Nossa Senhora, quando de sua aparição em Fátima. (Óh! meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo
do inferno. Levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente as que mais precisarem, da
Vossa misericórdia Senhor Jesus. Abençoai o Santo Padre o Papa, os seus sacerdotes e toda a Santa
Igreja. Abençoai as nossas famílias, aumentai a nossa fé e dai-nos a Vossa Paz)
9 - Cada uma das seguintes dezenas é recitada da mesma forma: anunciando o correspondente
mistério, recitando um Pai Nosso, dez Ave Maria e um Glória enquanto se medita o mistério.
10 - Ao se terminar o quinto mistério o Rosário costuma ser concluído com a oração da Salve
Rainha.

Mistérios gozosos (segunda-feira e sábado)
1º - O anjo Gabriel anuncia que Maria será a Mãe do Filho de Deus.(Lc 1,26-38)
2º - Maria visita sua prima Isabel. (Lc 1,39-56)
3º - Nascimento de Jesus em uma gruta, em Belém (Lc 2,1-21)
4º - Apresentação do Menino Jesus no templo (Lc 2,22-40)
5º - Encontro de Jesus no templo entre os doutores da lei (Lc 2,41-52)

Mistérios dolorosos (terça-feira e sexta-feira)
1º - Agonia mortal de Jesus no horto das Oliveiras (Mt 26,36-46)
2º - Flagelação de Jesus atado à coluna (Mt 27,11-26)
3º - Coroação de espinhos de Jesus pôr seus algozes (Mt 27,27-31)
4º - Subida dolorosa de Jesus carregando a Cruz até o Calvário (Jo 19,17-24)
5º - Crucificação e Morte de Jesus (Jo 19,25-37)

Mistérios gloriosos (quarta-feira e domingo)
1º - Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo (Jo 20,1-18)
2º - Ascensão gloriosa de Jesus Cristo ao céu (At 1,4-11)
3º - Descida do Espírito Santo sobre os apóstolos (At 2, 1-13)
4º - Assunção gloriosa de Nossa Senhora ao céu (Sl 44,11-18)
5º - Coroação de Nossa Senhora no céu (Ap 12,1-4)

Mistérios luminosos (quinta-feira)
1º - O Batismo de Jesus no rio Jordão (Mt 3,13-17)
2º - A sua auto-revelação nas bodas de Caná (Jo 12,1-12)
3º - Jesus anuncia o Reino de Deus com o convite à conversão
(Mc 1,15 * Mc 2,3-13 * Lc 7,47-48 * Jo 20, 22-23)
4º - A Transfiguração de Jesus no monte Tabor (Lc 9,28-36)
5º - A instituição da Eucaristia, expressão sacramental do mistério pascal (Jo 13,1-20)

quarta-feira, 1 de junho de 2011

O QUE A BÍBLIA FALA SOBRE O ROSÁRIO?

A devoção do rosário é preciosa e valorosa por um grande motivo:

É uma Oração Bíblica: O Pai Nosso é a oração que Jesus nos ensinou. A Ave-Maria na primeira parte, é a saudação que lemos no Evangelho àquela que seria escolhida para ser a Mãe de Deus (Lc1,28.42). O Rosário (ou Terço) repete as palavras do Evangelho. Quando rezamos, realizamos a profecia de Maria no Magnificat: “Todas as gerações me chamarão de bendita” (Lc 1,48). Bendita sois vós entre as mulheres....
Cristo está no Centro do Rosário (e do Terço): Para Cristo se dirigem e dele decorrem todos os acontecimentos da nossa salvação. Ele nasce. Ele cresce. Anuncia o Reino. Realiza a vontade do Pai. Sofre a Paixão. Vence a morte. Vive.São os mistérios da vida de Jesus. São os mistérios do Terço (ou do Rosário).
O "Glória", por nos falar da doxologia trinitária, é o apogeu da contemplação. Ele é posto em grande evidência no Rosário(ou no Terço). Na medida em que a meditação do mistério tiver sido -de Ave Maria em Ave Maria - atenta, profunda, animada pelo amor de Cristo e por Maria, a glorificação trinitária de cada dezena, em vez de reduzir-se a uma rápida conclusão, adquirirá o seu justo tom contemplativo, quase elevando o espírito à altura do Paraíso e fazendo-nos reviver de certo modo a experiência do Tabor, antecipação da contemplação futura: « Que bom é estarmos aqui! » (Lc 9, 33)."(RVM34)
A jaculatória final varia segundo os costumes. Sem diminuir em nada o valor de tais invocações, parece oportuno assinalar que a contemplação dos mistérios poderá manifestar melhor toda a sua fecundidade, se tivermos o cuidado de terminar cada um dos mistérios com uma oração para obter os frutos específicos da meditação desse mistério. (...) Uma tal oração conclusiva poderá gozar, como acontece já, de uma legítima variedade na sua inspiração. Assim, o Rosário adquirirá uma fisionomia mais adaptada às diferentes tradições
espirituais e às várias comunidades cristãs. “(RVM35)”.
A recitação termina com a oração pelas intenções do Papa, para estender o olhar de quem reza ao amplo horizonte das necessidades eclesiais. Foi precisamente para encorajar esta perspectiva eclesial do Rosário que a Igreja quis enriquecê-lo com indulgências sagradas para quem o recitar com as devidas disposições.
O centro do Rosário(ou do Terço) é Cristo crucificado. O Rosário é uma oração amorosa e profunda, devoção querida da piedade popular, que nos mostra ser uma oração Bíblica, pois é cristológica, uma espécie de compêndio do Evangelho, que concentra a profundidade de toda a mensagem de Cristo. No Rosário ecoa a oração de Maria. Com ele, o povo cristão freqüenta a escola de Maria para introduzir-se na contemplação do rosto de Cristo e na experiência do seu amor infinito.

terça-feira, 31 de maio de 2011

O QUE A IGREJA FALA SOBRE O ROSÁRIO (ORIGEM E DEVOÇÃO)?

Não há uma data precisa sobre a origem do Rosário. Em linhas gerais, remonta já os primeiros
séculos da Igreja primitiva e surge aproximadamente no ano 800 à sombra dos mosteiros, como
Saltério dos leigos. Dado que os monges rezavam os salmos (150), os leigos, que em sua maioria
não sabiam ler, aprenderam a rezar 150 Pai Nossos. Com o passar do tempo, se formaram outros
três saltérios com 150 Ave Marias, 150 louvores em honra a Jesus e 150 louvores em honra a Maria.
No ano 1365 fez-se uma combinação dos quatro saltérios, dividindo as 150 Ave Marias em 15
dezenas e colocando um Pai nosso no início de cada uma delas. Em 1500 ficou estabelecido, para
cada dezena a meditação de um episódio da vida de Jesus ou Maria, e assim surgiu o Rosário de
quinze mistérios. E o nome “terço” popularizou-se por representar, como o nome diz, a terça
parte do total das 150 ave-marias, ou propriamente do Rosário.
Vale lembrar que, a segunda parte da Ave-Maria (”Santa Maria, Mãe de Deus”), foi introduzida na
oração por ocasião da vitória sobre a heresia nestoriana, deflagrada no ano de 429. O bispo
Nestório, Patriarca de Constantinopla, afirmava ser Maria mãe de Jesus e não Mãe de Deus. O
episódio tomou feições tão sérias que culminou no Concílio de Éfeso convocado pelo Papa
Celestino I. Sob a presidência de São Cirilo (Patricarca de Alexandria), a heresia foi condenada e
Nestório, recusando a aceitar a decisão do conselho, acabou sendo excomungado.
Conta-se que no dia do encerramento do Concílio, onde os Padres Conciliares exaltaram as virtudes
e as prerrogativas especiais da VIRGEM MARIA, o Santo Padre Celestino ajoelhou-se diante da
assembléia e saudou Nossa Senhora, dizendo: “SANTA MARIA, MÃE DE DEUS, rogai por nós
pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.” Na continuidade dos anos, esta saudação foi
unida àquela que o Arcanjo Gabriel fez a Maria, conforme o Evangelho de Jesus segundo São
Lucas 1,26-38: “Ave cheia de graça, o Senhor está contigo!” e também, a outra saudação que Isabel
fez a Maria, para auxiliá-la durante os últimos três meses de sua gravidez: “Bendita és tu entre as
mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre.” (Lucas1, 42) Estas três saudações deram origem a
AVE MARIA.
A difusão e posterior expansão do Rosário a Igreja atribui a São Domingos de Gusmão (século XII),
conhecido como o “Apóstolo do Rosário”, cuja devoção propagou aos católicos como arma contra o
pecado e contra a heresia albigense, que assolava Toulose (França).
O terço que consiste em 50 Ave-Marias intercaladas por 10 Pai-Nossos se mantém desde o
pontificado do Papa Pio V (1566-1572), que deu a forma definitiva ao terço que conhecemos hoje
(O Papa era religioso da Ordem de São Domingos). Quanto às meditações, ressaltamos
novamente, que até o ano de 2002, cada Rosário, que era composto de três terços (150 Ave-
Marias) passou a ser composto de quatro terços (portanto, 200 Ave-Marias no total). Foi
quando o Papa João Paulo II inseriu aos mistérios existentes (gozosos, dolorosos e gloriosos),
os mistérios “luminosos” que retratam a vida pública de Jesus.
A palavra Rosário significa ‘Coroa de Rosas’. A Virgem Maria revelou a muitas pessoas que cada
vez que rezam uma Ave Maria lhe é entregue uma rosa e por cada Rosário completo lhe é entregue
uma coroa de rosas. A rosa é a rainha das flores, sendo assim o Rosário é a rosa de todas as
devoções e, portanto, a mais importante.
O Santo Rosário é considerado a oração perfeita porque junto com ele está a majestosa história de
nossa salvação. Com o rosário, meditamos os mistérios de gozo, de dor, de luz e de glória de Jesus e
Maria. É uma oração simples e humilde como Maria.
É uma oração que podemos fazer com ela, a Mãe de Deus. Com o Ave Maria a convidamos a rezar
por nós. A Virgem sempre nos dá o que pedimos. Ela une sua oração à nossa. Portanto, esta é mais
poderosa, porque Jesus recebe o que Maria pede. Jesus nunca diz não ao que sua Mãe lhe pede. Em
cada uma de suas aparições, nos convida a rezar o Rosário como uma arma poderosa contra o
maligno, para nos trazer a verdadeira paz.
O Rosário ou o Terço é composto de dois elementos: oração mental e oração verbal.
No Santo Rosário a oração mental é a meditação sobre os principais mistérios ou episódios da vida,
morte e glória de Jesus Cristo e de sua Santíssima Mãe.
A oração verbal consiste em recitar quinze dezenas (Rosário completo) ou cinco dezenas da Ave
Maria, cada dezena iniciada por um Pai Nosso, enquanto meditamos sobre os mistérios do Rosário.

sábado, 30 de abril de 2011

COMO LER A BÍBLIA?

Um dos métodos para transformar a Bíblia como itinerário de oração é o que conhecemos
por Lectio Divina. Ele é composto de quatro momentos interligados. Mas atenção é preciso dar um
tempo diário da nossa vida para Deus, realmente privilegiar essa prática ou outras que nos ajudam a
tomar intimidade com a Bíblia.
Os momentos são:

Leitura: Lê-se, em primeiro lugar, a sós ou em grupo, uma passagem da Escritura;

Meditação: Segue-se um tempo de meditação, que é um aprofundamento do sentido do que
se leu, apelando à inteligência, à memória, à imaginação e ao desejo, eventualmente com a partilha
da palavra;

Oração: Na medida em que se vai escutando o que Deus diz, o fiel responde com a oração,
que pode ser de arrependimento, de ação de graças, de intercessão, de súplica ou de louvor;

Contemplação: Na medida da graça do Espírito Santo, esta oração desabrocha em
saborosos momentos de contemplação, que tornam mais viva e íntima a comunhão com Deus, e
predispõe a alma para uma vida mais santa e mais ativa na realização do Reino de Deus.

QUAL A REGULARIDADE PARA LER A BÍBLIA? QUEM PODE LER A BÍBLIA?

A Bíblia deve ter um lugar de destaque em nossa vida, portanto, o ideal é que seja lida
diariamente e principalmente que todos os cristãos a leiam e tenham por ela apreço e respeito. Com
isso teremos cristãos mais apaixonados e conscientes do valor da Sagrada Escritura.
“Esta leitura orante, bem praticada, conduz ao encontro com Jesus-Mestre, ao conhecimento
do mistério de Jesus-Messias, à comunhão com Jesus-Filho de Deus e ao testemunho de Jesus-
Senhor do universo. Com seus quatro momentos (leitura, meditação, oração, contemplação), a
leitura orante favorece o encontro pessoal com Jesus Cristo semelhante ao modo de tantos
personagens do evangelho: Nicodemos e sua ânsia de vida eterna (cf. Jo 3,1-21), a Samaritana
e seu desejo de culto verdadeiro (cf. Jo 4,1-12), o cego de nascimento e seu desejo de luz
interior (cf. Jo 9), Zaqueu e sua vontade de ser diferente (cf. Lc 19,1-10)... Todos eles, graças a
este encontro, foram iluminados e recriados porque se abriram à experiência da misericórdia
do Pai que se oferece por sua Palavra de verdade e vida. Não abriram seu coração para algo
do Messias, mas ao próprio Messias, caminho de crescimento na “maturidade conforme a sua
plenitude” (Ef 4,13), processo de discipulado, de comunhão com os irmãos e de compromisso
com a sociedade.”
Documento de Aparecida, n. 249.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

QUAIS OS BENEFÍCIOS E EFEITOS DA LEITURA ORANTE DA BÍBLIA?

O distanciamento dos católicos desta riqueza inesgotável preocupa a Igreja. Da Palavra de
Deus encontramos Jesus Cristo, a Revelação de Deus aos homens, a salvação da humanidade e a
garantia da vida eterna.
Lutemos por dedicar um tempo para a leitura da Bíblia entre as famílias, nas pastorais, nos
movimentos, enfim, que em nossas comunidades, ela seja lembrada o ano todo e não apenas em
Setembro durante o mês da Bíblia.
Diz São Jerônimo: “A carne do Senhor é verdadeira comida e o seu sangue verdadeira
bebida; é esse o verdadeiro bem que nos é reservado na vida presente: alimentar-nos da sua carne e
beber o seu sangue, não só na Eucaristia, mas também na leitura da Sagrada Escritura.
A Palavra de Deus ilumina a vida dos católicos e está presente na comunidade reunidas em
diversas ações: catequese, liturgia e oração, nos sacramentos, nos cursos e encontros de formação,
etc. Afastar-se dela é perder um importante alimento para a nossa vida interior e de crescimento na
escola da fé.

 QUAIS OS PREJUÍZOS QUANDO NÃO ESTUDAMOS A BÍBLIA?

O discípulo missionário do século XXI precisa estar fundamentado nas Sagradas Escrituras,
sua missão vai ser proclamar àquilo que lê, crê e celebra a partir do seu encontro pessoal com Jesus
Cristo. O anúncio do Evangelho atinge o coração do ser humano quando nos abrimos a experiência
do amor de Deus e da misericórdia contida na Palavra de Deus.
Se nossa experiência com Deus não parte da Sagrada Escritura perdemos uma fonte sagrada
que nos leva a Santidade, além é claro, de dirigirmos nossa vida pela nossa vontade humana e não
pela vontade divina. E infelizmente nos guiamos por outros caminhos que nós conhecemos, por
exemplo, televisão, internet, etc, que nem sempre nos levam para Deus.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

COMO PREPARAR-SE PARA LER A BÍBLIA.

Para conhecermos Jesus Cristo, reconhecê-lo como filho de Deus e orientarmos nossa vida
conforme o anúncio Evangelho, é necessário irmos direto na fonte da verdade, que está contida nas
linhas e páginas das nossas Bíblias.
Esse é o caminho para consolidarmos nossa intimidade com Jesus Cristo, tê-lo como aquele
amigo que está sempre ao nosso lado, e não como uma pessoa distante ou indiferente a nossa
realidade.
Na Palavra de Deus encontramos toda a História da Salvação (Antigo e Novo Testamento),
não é uma história qualquer, é a revelação do mistério de Deus aos homens. Esta nos acompanha
desde o início da nossa criação até o fim de nossa peregrinação sobre a terra.
Deixando ser guiados pelas orientações e ensinamentos da Palavra de Deus, os cristãos serão
capazes de responder às exigências do mundo atual no tocante as diversas injustiças que
acompanhamos e presenciamos.
Seremos uma comunidade reflexo do amor de Deus no seio do mundo, nossas obras e nosso
testemunho serão frutos da ação do Espírito Santo e do conhecimento da Bíblia.Não precisaremos
ter medo de palavras humanas, mas o próprio Deus nos inspirará a falarmos as suas palavras. Além
é claro de dar razoes da sua fé (Ler 1 Pe 3,15).

 SEGUNDO A BÍBLIA O QUE DEUS NOS FALA SOBRE A SUA PALAVRA.

“A Palavra de Cristo habite em vós com abundância, para vos instruirdes e aconselhardes uns
aos outros, com toda a sabedoria. E, com salmos, hinos e cânticos inspirados, cantai de todo o
coração a Deus a vossa gratidão. E tudo o que fizerdes por palavras ou por obras, seja tudo em
nome do Senhor Jesus, dando graças, por Ele, a Deus Pai” (Col 3, 16-17).

É necessário que o homem contemporâneo tome contato com a Palavra de Deus. A falta de
orientação e conhecimento faz o ser humano buscar caminhos para Deus em realidades diversas e
por muitas vezes confusas. A Palavra do nosso Deus permanece eternamente (Is 40,8). É fonte de
verdade e de satisfação para o homem.
“É tão grande a força poderosa que se encerra na palavra de Deus, que ela constitui sustentáculo
vigoroso para a Igreja, firmeza na fé para seus filhos, alimento da alma, perene e pura fonte da
vida espiritual.” (Dei Verbum, n. 21)

quarta-feira, 27 de abril de 2011

O QUE A IGREJA FALA SOBRE A BÍBLIA.

A Palavra de Deus tem sido algo de profunda reflexão na Igreja Católica. Há um clamor em todas
as comunidades para que a Sagrada Escritura seja realmente mais valorizada, mais vivida, mais
amada e mais lida. Não é em vão que os Bispos do mundo inteiro estão estudando este tema no
Sínodo Geral: A PALAVRA DE DEUS NA VIDA E NA MISSÃO DA IGREJA.
Seu objetivo principal deste Sínodo é incentivar a prática do encontro com Jesus Cristo na
Sagrada Escritura.
Fazendo uma pequena comparação, por exemplo, quando compramos um aparelho
eletrônico (televisão, DVD, celular, etc), esses produtos vem com um manual que orienta para o seu
uso correto. Da mesma forma quando queremos conhecer a história de alguém famoso (um santo,
uma santa, um rei, uma rainha, etc), fazemos uso da biografia dessas pessoas. Dessa maneira nós
acabamos conhecendo como não estragar os aparelhos eletrônicos e a história de uma pessoa
humana.
“Encontramos Jesus na Sagrada Escritura, lida na Igreja. A Sagrada Escritura, “Palavra de
Deus escrita por inspiração do Espírito Santo”, é, com a Tradição, fonte de vida para a Igreja e
alma de sua ação evangelizadora. Desconhecer a Escritura é desconhecer Jesus Cristo e
renunciar a anunciá-lo.”
Documento de Aparecida, n. 247.

Aqui está à chave para tomarmos a Palavra de Deus como fonte de inspiração para as nossas
vidas. Para o Povo de Deus, a Bíblia é lugar privilegiado no qual encontra-se a sua história e
experiência pessoal com Deus. Este conjunto de Livros modificou a estrutura da história humana,
tamanha é a profundidade e o irresistível conteúdo contido nestas sagradas páginas.
A Bíblia não foi feita por mentes humanas, mais inspirada por Deus através de diversos
autores. Em comum tiveram a preocupação em manter a história e a identidade de um povo amado e
escolhido. A bíblia possui dois testamentos: o Antigo e o Novo, o primeiro preparou a vinda do
messias, Jesus Cristo, narrada no Novo Testamento.

"Testamento" tem aqui o sentido antigo de "pacto atestado", pois a experiência religiosa de
Israel se apresenta em forma de um pacto, uma aliança oferecida por Deus ao "povo eleito",
Israel, e, segundo os cristãos, renovada e ampliada por Jesus de Nazaré para o mundo inteiro.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Confissão...

QUAIS OS PREJUÍZOS QUANDO NÃO CONFESSAMOS REGULARMENTE?

O maior prejuízo da falta de confissão regular é viver longe da graça de Deus.
Comprometemos e colocamos em risco, assim, a nossa própria salvação. “Deus nos criou sem nós,
mas não quis salvar-nos sem nós” (Santo Agostinho). Por isso, sem nossa atitude livre e decidida de
recorrer ao perdão de Deus e de nos converter, Deus não pode nos salvar.
Precisamos entender que “a confissão regular dos nossos pecados veniais ajuda-nos a formar
a nossa consciência, a lutar contra as más inclinações, a deixarmo-nos curar por Cristo, a progredir
na vida do Espírito. Recebendo com maior freqüência, neste sacramento, o dom da misericórdia do
Pai, somos levados a ser misericordiosos como Ele” (Catecismo, 1458).

QUAL A REGULARIDADE DA CONFISSÃO?

A Igreja nos ensina que a confissão deve ser buscada “ao menos uma vez ao ano”
(Catecismo, n. 1457). Contudo, não devemos nos contentar com o mínimo. Jesus mesmo fala,
referindo-se à pecadora que sentou-se a seus pés na casa de Simão: “A quem muito amou, muito foi
perdoado”. Quanto mais amamos a Deus, mais somos por ele perdoados. Quanto mais recorremos
ao Seu Amor, mais Ele desce a nós e nos faz viver em comunhão com Seu Espírito. Por isso, a
Igreja também afirma que “Sem ser estritamente necessária, a confissão das faltas quotidianas
(pecados veniais) é contudo vivamente recomendada pela Igreja” (Catecismo, n. 1458).
No caso de pecados graves, no entanto, a Igreja assim ensina:
“Aquele que tem consciência de haver cometido um pecado mortal, não deve receber a
sagrada Comunhão, mesmo que tenha uma grande contrição, sem ter previamente
recebido a absolvição sacramental; a não ser que tenha um motivo grave para comungar
e não lhe seja possível encontrar-se com um confessor” (Catecismo, n. 1457).

 QUEM PODE SE CONFESSAR?

Conforme a recomendação da Igreja, “todo o fiel que tenha atingido a idade da discrição,
está obrigado a confessar fielmente os pecados graves, ao menos uma vez ao ano” (Catecismo, n.
1457) e, ainda: “As crianças devem aceder ao sacramento da Penitência antes de receberem pela
primeira vez a Sagrada Comunhão” (Catecismo, n. 1457).
Há ainda um outro aspecto: a confissão deve ser buscada por aqueles cristãos que, de fato,
querem (e podem) realizar a conversão de vida. Não é lícito buscar o sacramento sem sincero
arrependimento e mudança de vida. Se eu busco o sacramento, mas não quero deixar de viver como
estava vivendo, em estado de pecado, estou abusando da graça de Deus.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

QUAIS OS BENEFÍCIOS E EFEITOS DA CONFISSÃO?

O maior benefício da confissão é voltar a viver “de acordo com Deus”, como Santo
Agostinho escreveu:
“Aquele que confessa os seus pecados e os acusa, já está de acordo com Deus. Deus
acusa os teus pecados; se tu também os acusas, juntas-te a Deus. O homem e o pecador
são, por assim dizer, duas realidades distintas. Quando ouves falar do homem, foi Deus
que o criou: quando ouves falar do pecador, foi o próprio homem quem o fez. Destrói o
que fizeste, para que Deus salve o que fez. [...] Quando começas a detestar o que fizeste,
é então que começam as tuas boas obras, porque acusas as tuas obras más. O princípio
das obras boas é a confissão das más. Praticaste a verdade e vens à luz” (Cf. Catecismo,
n. 1458).
A confissão opera em nós duas reconciliações, o restabelecimento de dois laços: com Deus e
com a Igreja, como já dissemos, mas é preciso sublinhar novamente. De fato, “toda a eficácia da
Penitência consiste em nos restituir à graça de Deus e em unir-nos a Ele numa amizade perfeita. O
fim e o efeito deste sacramento são, pois, a reconciliação com Deus” (Catecismo, n. 1468). Por
outro lado, “este sacramento reconcilia-nos com a Igreja. O pecado abala ou rompe a comunhão
fraterna. O sacramento da Penitência repara-a ou restaura-a. Nesse sentido, não se limita apenas a
curar aquele que é restabelecido na comunhão eclesial, mas também exerce um efeito vivificante
sobre a vida da Igreja que sofreu com o pecado de um dos seus membros” (Catecismo, 1469).

sábado, 23 de abril de 2011

Oração a Jesus Ressuscitado


Jesus ressuscitado, que destes a paz aos apóstolos, reunidos em oração, dizendo-lhes: “A paz esteja convosco”, concedei-nos o dom da paz.  Defendei-nos do mal e de todas as formas de violência que agitam a nossa sociedade, para que tenhamos uma vida digna, humana e fraterna.
Ó Jesus, que morrestes e ressuscitastes por amor, afastai de nossas famílias e da sociedade todas as formas de desesperança e desânimo, para que vivamos como pessoas ressuscitadas e sejamos portadores de vossa paz.  Amém!

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Paixão de Cristo, confortai-me.























Alma de Cristo, santificai-me.
 
   Corpo de Cristo, salvai-me.
 
   Sangue de Cristo, inebriai-me.
 
   Água do lado de Cristo, lavai-me.
 
   Paixão de Cristo, confortai-me.
 
   Ó bom Jesus, ouvi-me.
 
   Dentro de Vossas chagas, escondei-me.
 
   Não permitais que me separe de Vós.
 
   Do espírito maligno, defendei-me.
 
   Na hora da minha morte, chamai-me.
 
   E mandai-me ir para Vós, para que Vos louve com os vossos Santos, por todos os séculos dos séculos.
 
Amém.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

A IGREJA ADOTA A CONFISSÃO COMUNITÁRIA?

Sobre este ponto, de particular atenção, vejamos o que nos diz a Igreja:
“A confissão individual e íntegra e a absolvição constituem o único modo ordinário pelo
qual o fiel, consciente de pecado grave, se reconcilia com Deus e com a Igreja: somente
a impossibilidade física ou moral o escusa desta forma de confissão. Há razões
profundas para que assim seja. Cristo age em cada um dos sacramentos. Ele dirige-Se
pessoalmente a cada um dos pecadores: ‘Meu filho, os teus pecados são-te perdoados’
(Mc 2, 5); Ele é o médico que Se inclina sobre cada um dos doentes com necessidade
d'Ele para os curar: alivia-os e reintegra-os na comunhão fraterna. A confissão pessoal é,
pois, a forma mais significativa da reconciliação com Deus e com a Igreja” (Catecismo,
n. 1484).
Contudo, a Igreja também reconhece a necessidade da confissão com absolvição geral.
Vejamos o texto do Catecismo a este respeito:

“Em casos de grave necessidade, pode-se recorrer à celebração comunitária da
reconciliação, com confissão geral e absolvição geral. Tal necessidade grave pode
ocorrer quando há perigo iminente de morte, sem que o sacerdote ou os sacerdotes
tenham tempo suficiente para ouvir a confissão de cada penitente. A necessidade grave
pode existir também quando, tendo em conta o número dos penitentes, não há
confessores bastantes para ouvir devidamente as confissões individuais num tempo
razoável, de modo que os penitentes, sem culpa sua, se vejam privados, durante muito
tempo, da graça sacramental ou da sagrada Comunhão. Neste caso, para a validade da
absolvição, os fiéis devem ter o propósito de confessar individualmente os seus pecados
graves em tempo oportuno. Pertence ao bispo diocesano julgar se as condições
requeridas para a absolvição geral existem. Uma grande afluência de fiéis, por ocasião
de grandes festas ou de peregrinações, não constitui um desses casos de grave
necessidade” (Catecismo, n. 1483).

quarta-feira, 20 de abril de 2011

COMO PREPARAR-SE PARA O SACRAMENTO DA RECONCILIAÇÃO.

A preparação para o sacramento da reconciliação começa pelo exame de consciência, pelo
qual revemos nossas ações, pensamentos e atitudes e os comparamos com aquilo que Deus quer. A
vontade de Deus e seus mandamentos devem ser a nossa referência de vida e, portanto, a baliza de
nosso exame de consciência. Deus respeita nossa consciência, Ele não nos invade, mas nos convida
a nós mesmos reconhecermos nossa pequenez e limitação, derramando nossa alma na presença do
Senhor (1Sm 1,15).
O exame de consciência leva ao arrependimento sincero ou contrição. Quando percebo que
minhas atitudes e ações não correspondem ao que Deus quer, o Amor de Deus acende em nós
aquela saudade de viver perto de Deus. É esta saudade de Deus que nos leva ao arrependimento.
Vale a pena rezar o Salmo 50, para compreender a dinâmica de um coração arrependido.
Acima de tudo, o exame de consciência e o arrependimento devem estar assentados numa
atitude interior, como nos ensina o Catecismo:
“Como já acontecia com os profetas, o apelo de Jesus à conversão e à penitência não
visa primariamente as obras exteriores, ‘o saco e a cinza’, os jejuns e as mortificações,
mas a conversão do coração, a penitência interior: Sem ela, as obras de penitência são
estéreis e enganadoras; pelo contrário, a conversão interior impele à expressão dessa
atitude cm sinais visíveis, gestos e obras de penitência” (Catecismo, n. 1430).
Portanto, “a conversão é, antes de mais, obra da graça de Deus, a qual faz com que os nossos
corações se voltem para Ele” (Catecismo, n. 1431). Esta disposição de voltar-se para Deus constitui
o elemento fundamental da preparação para a confissão.

terça-feira, 19 de abril de 2011

SEGUNDO A BÍBLIA O QUE DEUS NOS FALA SOBRE A RECONCILIAÇÃO.

Do Gênesis ao Apocalipse reconhecemos as linhas da história da salvação, onde o Deus-
Amor quer estabelecer os vínculos com sua criatura “feita à sua imagem” e amada com amor de
predileção. Embora não possamos nos deter exaustivamente aqui em analisar toda a tradição
bíblica, vamos acenar para alguns pontos.
A Palavra de Deus revela a condição humana, na qual todos somos pecadores: “Se
dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós” (1 Jo
1, 8). Todo o Antigo testamento é uma expressão viva do amor de Deus que quer restabelecer a
Aliança, tantas vezes destruída pela nossa infidelidade.
Em Jesus, contudo, o coração misericordioso do Pai se derrama em amor e compaixão pelos
homens. Mas, Deus não nos força a aceitar a redenção. Por isso, Jesus nos convida à conversão: “O
tempo chegou ao seu termo, o Reino de Deus está próximo: convertei-vos e acreditai na boa-nova”
(Mc 1,15). A conversão é, pois, uma atitude pessoal que deve nascer do amor a Deus despertado
pelo Seu Amor por nós. É Deus, pois, que com Seu Amor nos ajuda a dar o passo da conversão: a
conversão, assim, também é dom de Deus operado em nós, como expressa o livro das Lamentações
“Convertei-nos, Senhor, e seremos convertidos” (Lm 5, 21).
Jesus nos ensinou a rezar pedindo perdão a Deus: “Perdoai-nos as nossas ofensas” (Lc 11, 4)
e mostrou que só Deus perdoa os pecados (Mc 2,7). Mas, mostrou também que o Filho do Homem
tem poder de perdoar os pecados (Mc 2,10) e Jesus exerce este poder: “Teus pecados estão
perdoados” (Mc 2,5; Lc 7,48).
Em virtude de sua autoridade divina, Jesus transmite o poder de perdoar os pecados aos
homens, para que o exerçam em seu nome (Jo 20, 21-23 e Catecismo, n. 1441). Jesus “confiou o
exercício do poder de absolvição ao ministério apostólico. É este que está encarregado do
‘ministério da reconciliação’ (2Cor 5, 18). O apóstolo é enviado ‘em nome de Cristo’ e ‘é o próprio
Deus’ que, através dele, exorta e suplica: ‘Deixai-vos reconciliar com Deus’ (2Cor 5, 20)”
(Catecismo, n. 1442).
E ainda diz o Catecismo:
“Ao tornar os Apóstolos participantes do seu próprio poder de perdoar os pecados, o
Senhor dá-lhes também autoridade para reconciliar os pecadores com a Igreja. Esta
dimensão eclesial do seu ministério exprime-se, nomeadamente, na palavra solene de
Cristo a Simão Pedro: ‘Dar-te-ei as chaves do Reino dos céus; tudo o que ligares na terra
ficará ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra ficará desligado nos céus’ (Mt 16,
19). Este mesmo encargo de ligar e desligar, conferido a Pedro, foi também atribuído ao
colégio dos Apóstolos unidos à sua cabeça (Mt 18,18; 28, 16-20)” (Catecismo, n. 1444).
A Palavra de Deus também nos ensina que é o Espírito Santo quem nos convence a respeito
do pecado (Jo 16, 8-9). O Espírito Santo “dá ao coração do homem a graça do arrependimento e da
conversão” (Catecismo, n. 1433 e At 2,36-38). São Paulo afirma, pois: “Vós fostes lavados, fostes
santificados, fostes justificados pelo nome do Senhor Jesus Cristo e pelo Espírito do nosso Deus” (1
Cor 6, 11).
A Bíblia ainda revela que a Eucaristia também é sinal da misericórdia de Deus que se
derrama sobre nós, pecadores: “Isto é o meu sangue, o sangue da Aliança, que é derramado por
muitos para a remissão dos pecados” (Mt 26,28), são as palavras de Jesus repetidas no rito
eucarístico da consagração. Recordando o ensinamento do Concílio de Trento, o Catecismo nos diz
19
que a Eucaristia “é o antídoto que nos livra das faltas quotidianas e nos preserva dos pecados
mortais” (Catecismo, n. 1436).
Iluminados pela Palavra de Deus, devemos nos esforçar para sermos “santos e imaculados
na sua presença” (Ef 1, 4). Devemos viver o amor e a misericórdia, como resposta ao amor e à
misericórdia que Deus tem por nós, pois só o amor “cobre uma multidão de pecados” (1Pe 4, 8).

segunda-feira, 18 de abril de 2011

O QUE A IGREJA FALA SOBRE A RECONCILIAÇÃO.

O Catecismo da Igreja Católica é, sem dúvida, a grande referência da palavra da Igreja sobre
as verdades da fé, incluindo o sacramento da reconciliação. Ele faz alusão a outros textos
importantes do magistério da Igreja (os escritos dos papas, documentos do Concílio Vaticano II,
etc).
A reconciliação deve ser compreendida à luz do ensinamento da Igreja sobre o pecado.
Convido você a dedicar algum tempo para estudar o que o Catecismo nos ensina sobre este tema (n.
1846-1876). A melhor síntese do que é o pecado foi descrita por Santo Agostinho, que escreveu: “O
pecado é amor de si mesmo até ao desprezo de Deus”. Santo Agostinho, sem dúvida, viveu a
experiência do pecado e da misericórdia, como nos relata em suas Confissões. Por isso, ele é aqui
citado diversas vezes, como uma referência pessoal, mas também como o maior representante da
tradição patrística da Igreja.
Onde o pecado manifestou toda sua força e violência? O Catecismo responde a esta pergunta
dizendo:
“É precisamente na paixão, em que a misericórdia de Cristo o vai vencer, que o pecado
manifesta melhor a sua violência e a sua multiplicidade: incredulidade, ódio assassino,
rejeição e escárnio por parte dos chefes e do povo, cobardia de Pilatos e crueldade dos
soldados, traição de Judas tão dura para Jesus, negação de Pedro e abandono dos
discípulos. No entanto, mesmo na hora das trevas e do príncipe deste mundo, o sacrifício
de Cristo torna-se secretamente a fonte de onde brotará, inesgotável, o perdão dos nossos
pecados” (Catecismo, n. 1851).
O Concílio Vaticano II nos ensina que a reconciliação tem um duplo sentido: em primeiro
lugar, refere-se ao nosso reencontro com Deus; em segundo lugar, significa também nossa
reconciliação com a Igreja: “Aqueles que se aproximam do sacramento da Penitência obtêm da
misericórdia de Deus o perdão da ofensa a Ele feita e, ao mesmo tempo, são reconciliados com a
Igreja, que tinham ferido com o seu pecado, a qual, pela caridade, exemplo e oração, trabalha pela
sua conversão” (LG, 11).
O Catecismo reforça este ensinamento, quando escreve:
“O pecado é, antes de mais, ofensa a Deus, ruptura da comunhão com Ele. Ao mesmo
tempo, é um atentado contra a comunhão com a Igreja. É por isso que a conversão traz
consigo, ao mesmo tempo, o perdão de Deus e a reconciliação com a Igreja, o que é
expresso e realizado liturgicamente pelo sacramento da Penitência e Reconciliação”
(Catecismo, n. 1440).
Chamamos a atenção para o uso que a Igreja faz de diferentes nomes para esse sacramento.
Cada um deles indica uma direção diferente, que não se opõem nem se excluem, mas se
complementam. Cada um deles mostra uma ênfase distinta, como as várias faces de um diamante:
1) a penitência acena mais para o sacrifício, a pena, a expiação do pecado; ela
“consagra um esforço pessoal e eclesial de conversão, de arrependimento e de satisfação do
cristão pecador” (Catecismo, n. 1423);
2) a confissão indica mais a atitude de assumir publicamente nossos erros e de
tomarmos consciência de nossa responsabilidade; a Igreja declara que “a confissão dos
pecados diante de um sacerdote é um elemento essencial desse sacramento” (Catecismo,
1424);
3) chama-se também sacramento do perdão, pois por meio dele Deus nos concede “o
perdão e a paz”, como reza a fórmula da absolvição;
4) por fim, é o sacramento da reconciliação que melhor explica a natureza e o
mistério desse sacramento: por ele, desfazemos o abismo que nos separou de Deus, reatamos
o nó que nos liga a Deus, voltamos à amizade e à convivência com Deus, como Jesus
mostrou pela parábola do filho pródigo (Lc 15, 11-32) e cumprimos aquilo que o Apóstolo
Paulo nos ensina: “Reconciliai-vos com Deus” (2Cor 5,20).
A Igreja também nos convida a observar os tempos propícios à conversão ao longo do ano
litúrgico:
“Os tempos e os dias de penitência no decorrer do Ano Litúrgico (tempo da Quaresma,
cada sexta-feira em memória da morte do Senhor) são momentos fortes da prática
penitencial da Igreja. Estes tempos são particularmente apropriados para os exercícios
espirituais, as liturgias penitenciais, as peregrinações em sinal de penitência, as
privações voluntárias como o jejum e a esmola, a partilha fraterna (obras caritativas e
missionárias)” (Catecismo, n. 1438).

sábado, 16 de abril de 2011

Vamos reCristianizar a Páscoa?

Vamos recristianizar a Páscoa!
No dia 24 de abril, praticamente o mundo inteiro vai celebrar uma data que, a princípio, é cristã: a Páscoa. Digo a princípio porque, à semelhança do Natal, a Páscoa nem parece mais uma festa religiosa.
Vamos fazer uma comparação. Leia as duas músicas abaixo e diga qual é a que você mais escuta na época da Páscoa:

Cristo, nossa Páscoa (autor desconhecido)
Cristo, nossa Páscoa, foi imolado, aleluia!
Glória a Cristo, Rei, Ressuscitado, aleluia!
Páscoa Sagrada! Ó festa de luz!
Precisas despertar: Cristo vai te iluminar!
Páscoa Sagrada! Ó festa universal!
No mundo renovado, é Jesus glorificado!
Páscoa Sagrada! Vitória sem igual!
A cruz foi exaltada, foi a morte derrotada!
Páscoa Sagrada! Ó noite batismal!
De tuas águas puras, nascem novas criaturas!
Páscoa Sagrada! Banquete do Senhor!
Feliz a quem é dado, ser às núpcias convidado!
Páscoa Sagrada! Cantemos ao Senhor!
Vivamos a alegria, conquistada em meio à dor!



Coelhinho da Páscoa (Olga Bhering Pohlmann)
Coelhinho da Páscoa, que trazes pra mim?
Um ovo, dois ovos, três ovos assim!
Um ovo, dois ovos, três ovos assim!
Coelhinho da Páscoa, que cor eles têm?
Azul, amarelo e vermelho também!
Azul, amarelo e vermelho também!
Coelhinho da Páscoa, com quem vais dançar?
Com esta menina que sabe cantar!
Com esta menina que sabe cantar!
Coelhinho maroto, porque vais fugir?
Em todas as casas eu tenho que ir!
Em todas as casas eu tenho que ir!

Então? Essa festa que o mundo inteiro celebra é em homenagem ao Cristo Pascal ou ao Coelhinho da Páscoa? Parece óbvio que se homenageia o coelho que põe ovos!
Muito mais que o Natal, a Páscoa é a principal e mais importante celebração da Igreja. Isso porque foi neste evento que Nosso Senhor Jesus Cristo nos alcançou definitivamente a salvação! Pelo seu mistério pascal (Paixão-Morte-Ressurreição), a humanidade foi resgatada da escravidão do pecado e reconciliada com Deus. Esse é o sentido de se celebrar a Páscoa: a vitória da vida sobre a morte! E nós reduzimos essa grandiosidade a algumas guloseimas...
A primeira lembrança que eu tenho da Páscoa é justamente essa música do coelhinho, cantada na escola. As crianças iam para as aulas fantasiadas de coelhos, e havia gincanas para encontrar ovos de chocolate escondidos. Qual criança não gosta de chocolate e de um animal tão gracioso quanto um coelho? Essa festa, então, só podia fazer sucesso! Da mesma forma que eu esperava ansiosamente pelo Natal (para ganhar presentes), esperava pela festa da Páscoa (para ganhar ovos de chocolate). E a relação de Jesus com estas celebrações? Jesus? Quem é Jesus mesmo?
Até aí é compreensível. As escolas não têm a obrigação de ensinar preceitos religiosos. Mas e a catequese? Eu cheguei a participar de uma formação para catequistas em que nos ensinaram a cantar a música do coelhinho (olha ela de novo!) para mostrar às crianças da 1ª Eucaristia o valor da Páscoa (!).
Essa questão do coelho e dos ovos está tão absorvida pela sociedade que o mistério de Cristo está, há muito tempo, completamente eclipsado. Um exemplo claríssimo do que estou dizendo é a própria Semana Santa. A Missa de Ramos, as diversas procissões (do Encontro, do Senhor Morto...) e a Sexta-Feira da Paixão lotam as nossas igrejas e capelas... Mas quantas pessoas participam da Vigília Pascal e da Missa da Páscoa da Ressurreição? Os católicos morrem com Cristo na sexta-feira, mas se esquecem de ressuscitar com Ele no domingo! E tudo isso porquê? Por causa do bendito coelho...
Mas de onde vem esse personagem? De onde vêm os ovos? E por que são de chocolate? Muitos tentam forçar a barra e dar uma roupagem cristã a esses elementos: o coelho representa a fertilidade da Igreja, os ovos representam a vida que renasce e o chocolate a candura de Cristo... Ah, faça-me o favor!
Todos esses elementos são “importados” de culturas não-cristãs. O coelho é símbolo de fertilidade, mas não da Igreja, e sim dos cultos pagãos à natureza. Os ovos têm suas raízes nos cultos egípcios e celtas e o chocolate... Bem, o chocolate é uma jogada da indústria alimentícia, já no século XIX.
Sim, a Páscoa do Nosso Senhor converteu-se em mais uma festa consumista. Não bastasse a enxurrada de deliciosos ovos de chocolate, há inúmeros pacotes turísticos para “aproveitar” bem a Semana Santa: roteiros para Ilhéus, Porto de Galinhas, Salvador, Costa do Sauípe... São lugares maravilhosos, sem dúvida, mas essa é a época certa para um católico “pegar praia”?
Irmãos, vamos recristianizar a Páscoa! Temos que mostrar ao mundo o real significado desta data, que tem raízes na mais importante das festas judaicas. Cristo celebrou a Páscoa dos Judeus, e cumpriu toda a promessa contida nela. Ele é verdadeiro Cordeiro sacrifical, com Ele Deus sela conosco a nova e eterna Aliança!
Façamos ações concretas para esse fim, principalmente com relação às crianças. Vamos ensiná-las a cantar “Cristo, nossa Páscoa”, vamos levá-las a todas as celebrações da Semana Santa, vamos mostrar a elas que quem nos salva é Jesus, e não o coelho!
Rogo a Deus para que, no dia 24 de abril, possamos entoar alegremente com toda a Igreja o verdadeiro canto pascal:
Páscoa Sagrada! Ó festa universal!
No mundo renovado, é Jesus glorificado!
Cristo, nossa Páscoa, foi imolado, aleluia!
Glória a Cristo, Rei, Ressuscitado, aleluia!

João Paulo Veloso
Seminarista da Arquidiocese de Palmas
Coordenador Nacional do Ministério para Seminaristas