" Anunciar o Evangelho não é título de glória para mim; pelo contrário, é uma necessidade que me foi imposta. AI DE MIM SE EU NÃO ANUNCIAR O EVANGELHO. (I Cor 9,16)

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Mais um ano chega ao fim...

Mais um ano chega ao fim.
Para alguns marcados por extrema alegria
Para outros embargados de dor.


Nesse momento é hora de refletir.


Como foi nosso ano?
Conseguimos conquistar nossos ideais?
Será que relamente lutamos por eles?


Demos o abraço que nosso irmão tanto queria, ou viramos as costas não se importando com ele?
Pedimos perdão pelas nossas falhas, ou o orgulho não deixou?
Fomos amigos e companheiros com nosso colega de trabalho, ou simplesmente fazíamos nosso trabalho sem se importar com o outro tão perto de nós? Estivemos presente na vida de nossos filhos, de nossos maridos, esposas?


Enfim, depois de tantas perguntas nos vêm mais uma pergunta:
Será que teremos uma outra chance?
Para um pedido de desculpas,
Uma reconciliação,
Uma dúvida não respondida
Um amor encontrado
Uma dor desaparecida
Um grito de alívio
Um beijo, um abraço que não foi dado?


Meu Deus... nos dê forças, nos dê saúde, nos dê a chance de fazer o que deveria ser feito, consertar nossos erros, de sermos amigos, companheiros, compreensivos, mãe, pai, filha, filho, esposa, esposo.


Nos dê a chance de viver cada vez mais o amor verdadeiro de Cristo.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Retiro do meu Grupo de Oração Maranatá

Aconteceu no dia 19 de Dezembro de 2010, o Retiro do meu Grupo de Oração Maranatá (Vem Senhor Jesus) na capela do Sagrado Coração de Jesus no bairro Ouro Negro-Candeias/Ba. Um dia de muito louvor, oração e adoração ao Altíssimo!! Nesse mesmo dia foi realizado a eleição das novas coordenadoras do Grupo. Confiras algumas fotos:






domingo, 19 de dezembro de 2010

Vamos recristianizar o Natal!

É Natal! Época de festas. Que maravilha! É o momento de montarmos a árvore e o presépio.
Tempo de comércio movimentado e aberto até mais tarde. É preciso pensar nos presentes e ir às compras: vamos comprar brinquedos, comprar roupas novas, sapatos novos (que bom que tem décimo terceiro!!!).

É Natal! Época de comidas típicas! A televisão vai começar aquela maratona das mesmas matérias: que roupa vestir, que maquiagem fazer, o que preparar para a ceia, e depois vai nos ensinar como perder os quilos extras adquiridos nos dias de fartura, vai dar dicas de como curar a ressaca... Tudo tão apropriado...

SERÁ???

Olhemos bem à nossa volta. Por que a festa que deveria ser sinônimo de simplicidade, singeleza, transformou-se neste festival de consumismo? Por que tanto estresse? Por que tanta correria? Por que tanto nervosismo?

Olhemos a expressão de cansaço dos funcionários das lojas e supermercados, que têm que atender com solicitude e paciência clientes estressados, mal-humorados! Olhemos para as ruas e os shoppings tomados por uma grande multidão afoita!

Olhemos para as ceias: comidas e troca de presentes!

E o mundo fica vermelho e branco. Basta dar um passo e damos de cara com o Papai Noel: nas vitrines, nos supermercados, nas farmácias, nos postos de gasolina. Por todos os cantos lá está o “bom velhinho”. O grande personagem da festa. O quê? O grande personagem da festa? Mas que heresia!
Sim, uma grande heresia que infelizmente vem sendo propagada cada vez mais.

Um dia, eu vi uma reportagem na TV na qual uma criancinha era questionada sobre o que era o Natal, e ela não hesitou em responder: “é a festa do Papai Noel” (assim, como para tantas e tantas outras crianças a Páscoa é a festa do coelhinho).

Nada mais natural do que ela pensar assim, porque para onde quer que olhemos lá está ele, parado, dançando, cantando...

Não, eu não vou discutir a figura do Papai Noel, até porque dizem que lá na origem (das origens) ele tem inspiração cristã. Seria um bispo generoso. Mas a lógica que faz dele hoje um personagem tão famoso é essa? A caridade cristã? Sinceramente, duvido. E cá entre nós, está certo isso? Está certo o Natal se transformar numa data tão comercial e o Papai Noel ser o grande destaque?

E JESUS? Que lugar Ele tem em seu próprio aniversário? Seria mais um personagem para decorar o presépio? É nisso que se transformou o nosso Natal? O que está acontecendo conosco? Por que deixamos as coisas chegarem a este ponto?

Que lastimável! Uma festa Santa, ser marcada desta forma pelo consumismo, bebedeiras, mortes no trânsito. Festa marcada pelo estresse, cansaço, esgotamento total. E o pior de tudo: lamentavelmente, é preciso dizer que isso ocorre em muitos lares cristãos, de católicos que frequentam a missa todo domingo.

Temos que mudar isso! Temos que recristianizar o Natal! E não somente o Natal, mas a Páscoa, o dia de 12 de Outubro, de Nossa Senhora Aparecida. O primeiro dia da Semana, o Domingo da Ressurreição, Domingo do Senhor.
Temos que recristianizar a cultura. Viver a Cultura de Pentecostes, na qual o centro é Jesus Cristo, Senhor, Salvador que nos foi dado numa simples manjedoura. Pobre do nascimento à morte. Manso e humilde! Sendo Deus não quis se valer de sua condição.

Não é justo, não é certo que o Seu nascimento tenha perdido o verdadeiro significado. Nossas consciências não podem estar tão anestesiadas. Temos que reagir!

Claro, não vamos conseguir convencer o mundo neste Natal. Mudar um cultura leva um certo tempo. Mas que tal começar por nossas casas, nossas famílias? Que tal fazer da noite de Natal uma verdadeira festa cristã? Que tal falarmos francamente sobre isso em nossos Grupos de Oração e propormos a mudança?

Temos que ensinar a nossas crianças o valor verdadeiro desta festa. Que ótima oportunidade de evangelizarmos nossos pequenos (e também os adultos).

Aqui, faço uma breve partilha: Eu aprendi sobre Jesus quando era pequena. Minha mãe falava sobre Ele, e com apenas três ou quatro anos de idade (até onde posso lembrar, mas creio que ela falasse antes) eu já sabia que Deus tinha vindo à terra. E aquilo me encantava. Eu ficava imaginado onde Ele tinha morado. O que Ele tinha feito enquanto viveu aqui. Eu queria saber no que Ele tinha tocado, onde tinha pisado. Eu aprendi a amar Jesus quando era criança. E ainda hoje recordo desse sentimento. Ele permaneceu em meu coração esses anos todos e sempre sustentou minha fé. Todas as vezes que eu tive crises de fé, sem exceção, eu me lembrei do que aprendi sobre Jesus quando muito pequena. Sou capaz de me lembrar até mesmo das palavras de minha mãe.
Partilho isso para testemunhar que vale a pena, que é preciso sentar e falar de Jesus para as nossas crianças. Contar a história Dele. Linda história! Elas têm o direito de saber quem é o aniversariante desta festa. Elas têm o direito de conhecer Jesus Cristo!
Jesus tem que ser o centro de tudo em nossas vidas, e tem que ser o centro desta época do ano. Vamos recristianizar o Natal!

Vamos fazer um grande louvor ao Pai porque há dois mil anos Ele nos enviou seu Filho amado, para que tivéssemos vida. Ele nos deu o maior presente que poderíamos receber. Deu-nos, por meio de Jesus Cristo, acesso irrestrito ao seu Trono, nos resgatando da morte eterna.

Vamos fazer de nossas ceias uma festa cristã. Celebrar o nascimento do nosso Senhor. Vamos fazer programações de Natal em nossos Grupos. Vamos convidar o bairro inteiro. Vamos partilhar mais. Ajudar os irmãos necessitados, mas não apenas doando alimentos e sim falando do Senhor do Natal, porque eles não têm fome apenas de pão. Vamos recristianizar o Natal!

Que isso inquiete em nossos corações... Inquietação santa, necessária!

Que o Espírito Santo nos conduza a vivermos um Santo Natal, honrando e glorificando o Filho Amado do Pai. Nosso Senhor e Salvador que desceu do céu para nos tirar do poder da Morte. A Ele, Jesus, o Senhor, toda honra, toda glória, todo louvor! Amém!

Lúcia Volcan Zolin
Coordenadora nacional do Ministério de Comunicação

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

ENJ 2010, eu fuuui!!

Aconteceu nos dias 12 a 15 de Novembro de 2010, no Maracanãzinho- Rio de Janeiro o 
ENJ ( Encontro Nacional do Jovens Carismáticos), com o tema: " Jovem proclama a palavra, anuncia a boa notícia." Por graça e misericórdia de Deus, eu estive lá e posso partilhar que foi um encontro de muitas curas, libertações e crescimento espiritual. Sair de lá, na segunda, dia 15, com mais fé e convicção de que ser JOVEM de Deus é bom demais.
Confira abaixo algumas fotos!!






domingo, 21 de novembro de 2010

Cristo Rei do Universo!!!

A fiel Jerusalém
canta um hino triunfal,
celebrando, jubilosa,
Jesus Cristo, a Luz pascal.

A serpente é esmagada
pelo Cristo, leão forte,
que ressurge e chama à vida
os cativos pela morte.

Ele vence, refulgindo
de grandeza e majestade.
Ele faz de céus e terra
uma pátria de unidade.

Nosso canto suplicante
pede ao Rei ressuscitado
que receba no seu Reino
o seu povo consagrado.

Ó Jesus, do vosso povo
sede o júbilo pascal.
Dai aos novos pela graça
a vitória triunfal.

Glória a vós, Jesus invicto,
sobre a morte triunfante.
Com o Pai e o Santo Espírito
sois luz nova e radiante.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

CONTAGEM REGRESSIVA PARA O ENJ 2010!

O período de 12 a 15 de Novembro promete ser um marco profético para o Ministério Jovem da RCCBrasil. A juventude carismática se encontrará e certamente vai viver mais um momento especial em sua história. O Encontro Nacional de Jovens - ENJ2010 promete ser um evento de reconstrução da juventude e um ardoroso anúncio da Palavra de Deus.

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Uma grande novidade nesta edição é a realização dos Workshops de formação destinados aos coordenadores e suas equipes diocesanas do MJ, além de um destinado aos missionários que estarão na Missão Jornada.

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Alguns convidados especias estarão com a juventude carismática vivendo mais este encontro nacional, dentre eles: Dom Orani João Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro; Dom Eduardo Pinheiro, Bispo referencial para Juventude-CNBB; Padre Carlos Sávio, assessor do Setor Juventude-CNBB; Padre Alex Cordeiro, assessor espiritual do MJ; e Ironi Spuldaro, da RCC Paraná.

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Os pregadores e as reflexões da Palavra serão ministradas pelo Pres. do Conselho Nacional da RCC Brasil, Marcos Volcan; O Pres. do Conselho Estadual da RCC-RJ, João Paulo; pelo Coord. Nacional do Ministério Jovem, Márcio Zolin; os coordenadores estaduais do MJ, Camila Barros (RJ) e Rodrigo (DF);e pelos coordenadores nacionais do ministério para as famílias, Airton Silva e Marli Silva.

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O testemunho de alguns jovens que tiveram suas vidas transformadas por Jesus e adoração Eucarística também se destacam na programação.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

ENJ 2010... um sonho que se tornará realidade!!



Com a graça de Deus estarei no RJ nos próximos dias 12 a 15 de Novembro de 2010. Tem muita coisa ainda a ser resolvida, mais eu creio que tudo vai dá certo. 
Você que pode me ajudar na realização desse sonho, se quiser é só depositar ou transferir qualquer valor na conta abaixo:

BANCO BRADESCO
Tiago Oliveira Santos
AG.: 3016-3 (Candeias-Ba)
C/P.: 0121852-2

Agradeço de coração e peço a Deus Bondoso que te retribua em dobro!!!

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Cristo Jesus, Senhor da vida.

Vós que por Lázaro chorastes
junto às irmãs, e compassivo,
Onipotente, o devolvestes
aos seus cuidados, redivivo.


Cristo Senhor, à vossa herança,
por vosso sangue redimida,
concedei ver a dor da morte
mudar-se em gozo e nova vida.


Chamai os servos que partiram
para onde a morte foi vencida.
Um hino eterno eles vos cantem,
Cristo Jesus, Senhor da vida.

sábado, 30 de outubro de 2010

ENJ 2010, me ajude a realizar esse sonho !!

O estado do Rio de Janeiro/RJ irá receber os milhares de jovens que tem conquistado as sedes do maior encontro de jovens carismáticos do Brasil nos últimos anos.

A última edição do ENJ, realizada em Serra/ES, contou com a participação de dez mil jovens.

Já com data marcada, o ENJ acontecerá de 12 a 15 de novembro. Serão dias de missão, pregações, orações, muita animação e escuta ao Senhor para a evangelização da juventude em todo o país. O ENJ 2010 reunirá milhares de jovens no Maracanazinho, que conta com uma infraestrutura necessária para comportar este tipo de evento.

O tema será: “Juventude, proclama a Palavra, anuncia a Boa Notícia”...

Eu e alguns jovens da Arquidiocese de Salvador-Ba estamos indo representar nosso Estado, por isso peço a sua contribuição, com qualquer valor, pra ajudar-me a realizar esse sonho. Eu creio na divina providência , porque Deus prover, proverá e sua misericórdia não me faltará.Você pode me ajudar, transferindo ou depositando qualquer valor na conta abaixo:


Tiago Oliveira Santos
Banco Bradesco
Agência: 3016-3 ( Candeias-Ba)
Conta Poupança: 0121852-2

Desde já agradeço pela sua contribuição e rogo a Deus que te retribua em dobro!!

Um forte abraço!!


quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Ave Maria

Cada vez que rezamos uma Ave Maria, a Virgem Mãe envia seus anjos pra acolher os nossos pedidos!!!!

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Quereis que o Senhor vos dê muitas graças?

Quereis que o Senhor vos dê muitas graças?
Visitai-o muitas vezes.
Quereis que Ele vos dê poucas graças?
Visitai-o poucas vezes.
Quereis que o demônio vos assalte?
Visitai raramente a Jesus Sacramentado.
Quereis que o demônio fuja de vós?
Visitai a Jesus muitas vezes.
Quereis vencer o demônio?
Refugiai-vos sempre aos pés de Jesus.
Quereis ser vencidos?
Deixai de visitar a Jesus.
Meu caros, a visita é um meio muito necessário para vencer o demônio. Portanto, ide freqüentemente visitar Jesus, e o demônio não terá vitória contra vós.”
(Dom Bosco)

sábado, 16 de outubro de 2010

Oração: segredo do sucesso!!

É preciso orar sempre, em todos os momentos da vida. Pois quando oramos sem cessar, somos conduzidos por  Deus, que sempre nos dá vitórias!!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

ENJ 2010, eu vou!!!


De 12 a 15 de novembro de 2010 o Rio de Janeiro será a capital da Juventude Carismática do Brasil. O Encontro Nacional da Juventude reunirá milhares de jovens no Maracanazinho, que conta com uma infraestrutura necessária para comportar este tipo de evento. A última edição do ENJ em 2009 reuniu 10mil jovens em Serra/ES, e neste ano o Ministério Jovem prepara uma grande festa para receber a juventude na cidade maravilhosa.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

A Vossa direita se encontra a Rainha...


Ornada de ouro de Ofir. Sl 44,10

Ajuda-nos Mãe a fazer tudo o que Jesus, seu divino filho, nos mandar. Que possamos ser fiéis no seguimento do Divino Mestre, Nosso Senhor!!!

domingo, 3 de outubro de 2010

Deus não nos deu um espírito de timidez

Por esse motivo, eu te exorto a reavivar a chama do dom de Deus que recebeste pela imposição das minhas mãos.
7. Pois Deus não nos deu um espírito de timidez, mas de fortaleza, de amor e de sabedoria.
8. Não te envergonhes, portanto, do testemunho de nosso Senhor, nem de mim, seu prisioneiro, mas sofre comigo pelo Evangelho, fortificado pelo poder de Deus.

I Tm 1,6-8

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

São Miguel, São Gabriel e São Rafael Arcanjos, rogai por nós!!!



Lá do alto enviai-nos, ó Cristo,
vosso anjo da paz, São Miguel.
Sua ajuda fará vosso povo
crescer mais, prosperando, fiel.

Gabriel, o anjo forte na luta,
nosso tempo sagrado visite,
lance fora o antigo inimigo
e, propício, conosco habite.

Enviai-nos dos céus Rafael,
o bom anjo que cura os doentes,
para a todos os males sarar
e guiar nossos atos e as mentes.

Cristo, glória dos coros celestes,
vossos anjos nos venham guiar,
para, unidos a eles um dia,
glória eterna ao Deus Trino cantar. 

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Vaidade das vaidades...

Vaidade das vaidades, diz o Eclesiastes, vaidade das vaidades! Tudo é vaidade. Que proveito tira o homem de todo trabalho com que se afadiga debaixo do sol? ( Ecl 1,1-2)

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Viva bem, viva a Palavra de Deus!!!


Quero viver tua palavra, quero ser cheio do teu Espírito, mais só te peço livra-me do mal!!!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Maria e a unidade da fé

7. Por isto a Igreja e os Padres dirigem a Maria estas expressões não menos verdadeiras do que esplêndidas: "Ave, ó boca sempre eloqüente dos Apóstolos; ó sólido fundamento da fé; ó rocha inabalável da Igreja" (Do hino dos Gregos Theotokion). "Ave: por ti nós fomos computados entre os cidadãos da Igreja, una, santa, católica e apostólica" (S. João Damasceno, Oratio in Annunciatione Dei Genitricis, n. 9). "Ave, ó divina fonte da qual os rios da eterna sabedoria, correndo com as puríssimas e limpidíssimas águas da ortodoxia, prostram a multidão dos erros" (S. Germano Constantinopolitano, Oratione in Dei Praesentatione, n. 4). "Alegra-te, já que só tu conseguiste destruir todas as heresias no mundo inteiro!" (no Ofício da B. V. M.).

Maria e a unidade da fé

8. Esta parte tão importante que a Santíssima Virgem teve e tem no curso de expansão, nos combates, nos triunfos da fé católica, torna mais luminoso o plano divino a seu respeito, e deve despertar em todos os bons uma grande esperança para a consecução de todas as finalidades que estão hoje nos anseios de cada um.

9. É preciso confiar em Maria; é preciso invocar Maria! Oh! quão eficaz será o seu poder para a solícita realização do novo e tão desejado triunfo da religião, isto é, que no meio dos povos cristãos uma única profissão de fé deva manter unidas as mentes, e um único vínculo de perfeita caridade estreite os corações! Que não estará ela disposta a fazer para que todas as nações caminhem unidas "na maravilhosa luz de Deus", quando com tanta insistência o seu Unigênito pediu ao Pai a união delas, e, por meio do batismo, as chamou a participar "da herança da salvação", adquirida com imenso preço? Poderá ela deixar de demonstrar a sua amorosa providência, quer para aliviar os longos trabalhos que para tal fim a Igreja, Esposa de Cristo, enfrenta, quer para realizar na família cristã esse dom da união que é o fruto precioso da sua maternidade?

sábado, 11 de setembro de 2010

Maria, com efeito, é aquela que gerou o "autor da fé"

Maria e a difusão do Evangelho

5. Ora, já que a fé é o fundamento e princípio dos dons divinos pelos quais o homem é elevado, acima da ordem da natureza, aos bens eternos, com toda a razão se celebra a mística influência de Maria para fazer adquirir e frutificar a fé. Maria, com efeito, é aquela que gerou o "autor da fé", e que, em razão da sua fé, foi saudada "Bem-aventurada" "Ninguém, ó Virgem, tem pleno conhecimento de Deus senão por ti; ninguém se salva senão por ti, ó Mãe de Deus; ninguém, senão por ti, recebe dons da misericórdia divina" (S. Germano Constantinopolitano, Oratio II in Dormitione B. M. V.). E, certamente, não poderá parecer exagerada a afirmação de que especialmente pela sua guia e pelo seu auxílio foi que, mesmo entre enormes obstáculos e adversidades, a sabedoria e as ordenações evangélicas se difundiram tão rapidamente em todo o mundo, instaurando por toda parte uma nova ordem de justiça e de paz.

Consideração esta que sem dúvida devia estar presente ao ânimo de S. Cirilo de Alexandria quando, dirigindo-se à Virgem, lhe dizia: "Por ti os Apóstolos pregaram aos povos a doutrina da salvação; por ti a santa Cruz é louvada e adorada no mundo inteiro; por ti os demônios são afugentados e o homem chamado de novo ao céu; por ti toda criatura, detida pelos erros da idolatria, é reconduzida ao conhecimento da verdade; por ti os fiéis chegaram ao batismo, e em toda parte do mundo foram fundadas as Igrejas" (S. Cirilo de Alexandria, Homilia contra Nestorium).

Maria, cetro da verdadeira fé

6. Além disto, consoante o louvor do mesmo Doutor, ela foi vigorosíssimo "cetro da verdadeira fé" (S. Cirilo de Alexandria, Homilia contra Nestorium), pelo contínuo cuidado que teve de manter firme, intacta e fecunda, entre os povos, a fé católica. E disto existem provas numerosíssimas e assaz conhecidas, confirmadas às vezes por acontecimentos prodigiosos. Sobretudo nas épocas e nas regiões em que se houve de deplorar a fé esmorecida por causa da indiferença, ou atacada pelo pernicioso contágio dos erros, foi que o clemente socorro da Virgem se fez particularmente sentir.

Foi então que, graças ao seu impulso e ao seu apoio, surgiram homens, eminentes por santidade e por zelo apostólico, prontos a repelir os ataques dos perversos, a reconduzir as almas à prática e ao fervor da vida cristã. Sozinho, mas poderoso como muitos juntos, Domingos de Gusmão consagrou-se a esta dupla tarefa, tendo posto com êxito a sua confiança no Rosário de Maria.

E ninguém poderá pôr em dúvida que grande parte tenha a Mãe de Deus nos serviços prestados pelos veneráveis Padres e Doutores da Igreja, que tão notavelmente trabalharam em defender e ilustrar a doutrina católica. De fato, é a ela, sede da divina sabedoria, que eles atribuem com gratidão a fecunda inspiração dos seus escritos; foi por obra da Virgem Santíssima, e não pelo mérito deles, conforme eles mesmos atestam, que a malícia dos erros foi debelada.

Enfim, príncipes e Pontífices Romanos, guardas e defensores da fé tiveram o costume de recorrer sempre ao nome da divina Mãe: uns na direção das suas guerras sagradas, outros na promulgação dos seus solenes decretos; e sempre lhe experimentaram o poder e a proteção.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

CARTA ENCÍCLICA sobre o Rosário de Nossa Senhora.

CARTA ENCÍCLICA
ADIUTRICEM POPULI
DE SUA SANTIDADE
PAPA LEÃO XIII
sobre o Rosário de Nossa Senhora.



Consolador despertar da piedade mariana

1. E coisa boa celebrar com louvores sempre maiores e implorar com sempre mais viva confiança a Virgem Mãe de Deus, poderosa e misericordiosíssima auxiliadora do povo cristão. Com efeito, os motivos desta confiança e destes louvores são multiplicados por esse rico e variado tesouro de benefícios sempre mais abundantes derramados em toda parte por Maria para o bem-estar comum.

E, em troca de tal munificência, os católicos certamente não têm faltado ao seu dever de profundo reconhecimento. Visto como hoje, mais do que nunca, não obstante a presente luta contra a religião, podemos ver aumentados e sempre mais afervorados, em todas as classes da sociedade, o amor e o culto para com a beata Virgem.

E a reconstituição e a multiplicação das confrarias sob o seu patrocínio; a construção de suntuosos monumentos dedicados ao seu augusto nome; as peregrinações de multidões devotíssimas aos santuários mais venerados; os congressos que têm como finalidade uma sempre maior difusão da sua glória; e inúmeras outras manifestações deste gênero, excelentes por si mesmas e de feliz augúrio para o futuro, são luminosa prova deste fato.

Mas a Nós apraz recordar aqui de modo especial que, entre as múltiplas formas de piedade para com Maria, a mais estimada e praticada é a, tão excelente, do santo Rosário. Isto, dizíamos, é de grande alegria para nós; porquanto, se temos dedicado parte notável das Nossas solicitudes a propagar a devoção do Rosário, tocamos com a mão a realidade de com que benevolência a Rainha do Céu, assim invocada, tem correspondido aos Nossos votos; como esperamos que Ela quererá também amenizar as dores e as amarguras que os próximos dias nos preparam.

Orar pelo retorno dos dissidentes

2. Mas é sobretudo para a difusão do Reino de Cristo que Nós esperamos do poder do santo Rosário um socorro mais eficaz. O intento que Nós agora com mais vivo desejo nos prefixamos, como muitas vezes temos dito, é a reconciliação dos povos separados da Igreja; declarando, ao mesmo tempo, que o êxito devemos esperá-lo sobretudo das fervorosas preces dirigidas à onipotência divina. Isto Nós também recentemente afirmamos, por ocasião da solenidade de Pentecostes, recomendando fossem dirigidas, nesta intenção, preces especiais ao Espírito Santo. E sabemos que o nosso convite foi correspondido em toda parte com grande solicitude.

Mas, dada a importância da difícil empresa, e a necessidade de perseverar em toda santa ousadia, vem aqui muito a propósito o conselho do Apóstolo: "Perseverai na oração" (Col. 4, 2); tanto mais quanto os felizes inícios da obra são de incitamento a esta perseverança na oração. Portanto, ó Veneráveis Irmãos, fareis a coisa mais útil para este fim, e para Nós mais grata, se, durante todo o próximo Outubro, vós e os vossos fiéis invocardes conosco devotissimamente a Virgem Mãe, com a recitação do santo Rosário nas formas prescritas. Poderosos motivos impelem-nos a, com absoluta confiança, confiar à sua proteção os Nossos projetos e os Nossos votos.

Maria no Cenáculo mestra dos apóstolos

3. O mistério do imenso amor de Cristo a nós teve, "entre outras, uma luminosa manifestação quando Ele, perto de morrer, quis confiar ao seu discípulo João aquela mãe, sua própria Mãe, com aquele solene testamento: "Eis aí teu filho!" Ora, na pessoa de João, segundo o pensamento constante da Igreja, Cristo quis indicar o gênero humano, e, particularmente, todos aqueles que a Ele adeririam pela fé. E é justamente neste sentido que S. Anselmo de Cantuária exclama: "O' Virgem, que privilégio pode ser tido em maior consideração do que esse pelo qual és a mãe daqueles para os quais Cristo se digna de ser pai e irmão?" (S. Anselmo de Cantuária., Oratio 47).

Por sua parte, Maria generosamente aceitou e tem cumprido essa singular e pesada missão, cujo inícios foram consagrados no Cenáculo. Desde então ela ajudou admiravelmente os primeiros fiéis com a santidade do seu exemplo, com a autoridade dos seus conselhos, com a doçura dos seus incentivos, com a eficácia das Suas orações, tornando-se assim verdadeiramente mãe da Igreja e mestra e rainha dos Apóstolos, aos quais comunicou também aqueles divinos oráculos que ela "conservava ciosamente no seu coração".

Do Céu, Maria vela sobre a Igreja

4. Impossível seria, pois, dizer que amplitude e que eficácia hajam adquirido os seus socorros, quando ela foi levada para junto de seu divino Filho, àquele fastígio de glória que convinha à sua dignidade e ao esplendor dos méritos. Com efeito, de lá do alto, consoante os desígnios de Deus, ela começou a velar sobre a Igreja, a assistir-nos e a proteger-nos como uma mãe; de modo que, depois de ter sido a cooperadora da redenção humana, tornou-se também, pelo poder quase ilimitado que lhe foi conferido, a dispensadora da graça que em todos os tempos jorra dessa redenção.

Por isto, com bem razão as almas cristãs, obedecendo como que a um instinto natural, sentem-se arrastadas para Maria, para lhe comunicarem com toda confiança os seus projetos e as suas obras, as suas angústias e as suas alegrias; para recomendarem com filial abandono suas pessoas e suas coisas à bondade e solicitude d'Ela. Por este justíssimo motivo, todos os povos e todos os ritos têm-lhe tributado louvores, que têm vindo sempre crescendo com o sufrágio dos séculos. Donde os títulos a ela dados de "Mãe nossa, nossa Mediadora" (S. Bernardo, Sermo II in Advento Domini, n. 5), "Reparadora do mundo inteiro" (S. Tharasius, Oratio in Praesentatione Deiparae), "Dispensadora dos dons celestes" (In Off. Graec., 8 dec., post oden 9).


Continua...

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Leitura orante da palavra de Deus

Primeiro momento:

1-Colocar-se em posição de digna e confortável, ficando em silêncio.
2- Invocar a presença do Espírito Santo.
3- Ler atentamente o texto.

Segundo momento:

4- Interiorizar o texto, lembrando suas palavras.
5- Reler o texto meditando cada frase.
6- Confrontar a palavra com a vida.

Terceiro momento:

7-Confrontar o texto com outras passagens bíblicas.
8- Reler o texto rezando a Deus.
9- Propor-se um compromisso de vida.


Quarto momento:

10- Fazer preces e louvores.
11- Escolher uma frase do texto para memorizar e meditar.
12- Rezar um Salmo apropriado

http://www.paulinos.org.br

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Devoção a Virgem Maria!!!

Quem está com Maria está seguro;
 quem é devoto de Maria vence sempre ao demônio;
 quem é muito devoto de Maria se santifica e santifica ao próximo.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Maria Santíssima, Mãe, Mestra e Rainha

Maria é mãe! A mãe comunica a vida, nutre, a defende; vem sempre com as mãos cheias de graças e de dons, graças preparadas de antemão por ela para todos e cada um.

Maria é mestra! A mestra fala a mente, a vontade, ao coração de seus discípulos, os ilumina em todos os seus passos, continuamente, interiormente; especialmente ensina a conhecer, a imitar, a viver o Mestre Divino.

Maria é Rainha! A rainha socorre seus súditos com sua poderosa mediação, obtendo para eles o auxilio oportuno no momento oportuno; sustenta-os, protege-os, defende-os.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Mestre onde moras?

O Divino Mestre mora no céu, onde está sentado a direita do Pai; porem também esta vivo, presente e operante aqui na terra, na eucaristia. O divino Mestre é portanto, Jesus Cristo vivente e glorioso, presente no céu e presente entre nós no sacrário. Se quiséssemos representar o Divino Mestre, não o faríamos senão de forma inadequada em uma imagem ou em uma estatua. Sua mais adequada representação é uma hóstia. De fato, a eucaristia é a sede e a morada do Divino Mestre; é sua presença, sua cátedra, seu altar, seu trono! Desde a eucaristia ele ensina, é exemplo vivente e fonte de vida verdadeira.

Trechos do livro:"DO TETO PARA CIMA" PENSAMENTOS ESPIRITUAIS DO PRIMEIRO SACERDOTE PAULINO Bv. TIMÓTEO GIACCARDO.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Jesus é o caminho, a verdade e a vida!!

O Mestre divino é o caminho, não só porque indicou aos homens o caminho que conduz ao céu e nos reúne com o Pai celestial; não só porque com seu exemplo se fez nosso modelo e por ele, o homem chega ao Pai. Não somente nos precede como exemplo que é preciso imitar, também nos leva consigo e em si, da mesma forma que o corpo leva os membros.


Jesus Mestre é a verdade, não só porque pregou e ensinou as verdades eternas; não só porque comunicou aos homens a inteligência destas verdades, senão que Jesus é a verdade porque ele nos faz conhecer, crer e viver “ tudo aquilo que escutou de seu pai”.


Jesus é a vida, não só porque com sua oração e seu sacrifício nos fez merecedores da graça; não só porque nos sacramentos nos comunica esta graça que penetra,envolve, restaura e eleva toda a pessoa humana, senão porque ele esta presente e operante em nós, e nele e por ele, nós vivemos em Deus,somos seus herdeiros e possuimos a vida eterna.


Trechos do livro:"DO TETO PARA CIMA" PENSAMENTOS ESPIRITUAIS DO PRIMEIRO SACERDOTE PAULINO Bv. TIMÓTEO GIACCARDO.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

O próprio Jesus Cristo é "o Amém"


1065 O próprio Jesus Cristo é "o Amém" (Ap 3,14). Ele é o "Amém" definitivo do amor do Pai por nós; assume e consuma nosso "Amém" ao Pai: "todas as promessas de Deus, com efeito, têm nele (Cristo) seu sim; por isso, é por Ele que dizemos 'amém' a Deus para a glória de Deus" (2Cor 1,20):

Por Cristo, com Cristo, em Cristo,

a vós, Deus Pai Todo-Poderoso,

na unidade do Espírito Santo,

toda honra e toda glória,

agora e para sempre.

AMÉM

sábado, 21 de agosto de 2010

Quem é o Divino Mestre?

É a pessoa de Jesus Cristo, nascido da Virgem Maria, Jesus que vive no céu, na eucaristia e na Igreja Católica.
É a pessoa de Jesus Cristo que se definiu a si mesmo como Caminho, verdade e vida.
“Mestre” o chamaram seus inimigos e os fariseus:" Mestre, qual é o maior dos mandamentos?” (Mt 22,36); por amor o chamaram Mestre seus seguidores: “Mestre, te seguirei onde quer que vás”. E ele afirmou:” Vós me chamais de Mestre, e dizeis bem, porque o sou”.



Trechos do livro:"DO TETO PARA CIMA" PENSAMENTOS ESPIRITUAIS DO PRIMEIRO SACERDOTE PAULINO Bv. TIMÓTEO GIACCARDO.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Bom Pastor, pão da verdade

« Bone Pastor, panis vere
Iesu, notri miserere... ».
« Bom Pastor, pão da verdade,
Tende de nós piedade,
Conservai-nos na unidade,
Extingui nossa orfandade
E conduzi-nos ao Pai.
Aos mortais dando comida
Dais também o pão da vida:
Que a família assim nutrida
Seja um dia reunida
Aos convivas lá do Céu ».

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Maria está presente, com a Igreja e como Mãe da Igreja, em cada uma das celebrações eucarísticas

57. « Fazei isto em memória de Mim » (Lc 22, 19). No « memorial » do Calvário, está presente tudo o que Cristo realizou na sua paixão e morte. Por isso, não pode faltar o que Cristo fez para com sua Mãe em nosso favor. De facto, entrega-Lhe o discípulo predilecto e, nele, entrega cada um de nós: « Eis aí o teu filho ». E de igual modo diz a cada um de nós também: « Eis aí a tua mãe » (cf. Jo 19, 26-27).
Viver o memorial da morte de Cristo na Eucaristia implica também receber continuamente este dom. Significa levar connosco – a exemplo de João – Aquela que sempre de novo nos é dada como Mãe. Significa ao mesmo tempo assumir o compromisso de nos conformarmos com Cristo, entrando na escola da Mãe e aceitando a sua companhia. Maria está presente, com a Igreja e como Mãe da Igreja, em cada uma das celebrações eucarísticas. Se Igreja e Eucaristia são um binómio indivisível, o mesmo é preciso afirmar do binómio Maria e Eucaristia. Por isso mesmo, desde a antiguidade é unânime nas Igrejas do Oriente e do Ocidente a recordação de Maria na celebração eucarística.
58. Na Eucaristia, a Igreja une-se plenamente a Cristo e ao seu sacrifício, com o mesmo espírito de Maria. Tal verdade pode-se aprofundar relendo o Magnificat em perspectiva eucarística. De facto, como o cântico de Maria, também a Eucaristia é primariamente louvor e ação de graças. Quando exclama: « A minha alma glorifica ao Senhor e o meu espírito exulta de alegria em Deus meu Salvador », Maria traz no seu ventre Jesus. Louva o Pai « por » Jesus, mas louva-O também « em » Jesus e « com » Jesus. É nisto precisamente que consiste a verdadeira « atitude eucarística ».
Ao mesmo tempo Maria recorda as maravilhas operadas por Deus ao longo da história da salvação, segundo a promessa feita aos nossos pais (cf. Lc 1, 55), anunciando a maravilha mais sublime de todas: a encarnação redentora. Enfim, no Magnificat está presente a tensão escatológica da Eucaristia. Cada vez que o Filho de Deus Se torna presente entre nós na « pobreza » dos sinais sacramentais, pão e vinho, é lançado no mundo o germe daquela história nova, que verá os poderosos « derrubados dos seus tronos » e « exaltados os humildes » (cf. Lc 1, 52). Maria canta aquele « novo céu » e aquela « nova terra », cuja antecipação e em certa medida a « síntese » programática se encontram na Eucaristia. Se o Magnificat exprime a espiritualidade de Maria, nada melhor do que esta espiritualidade nos pode ajudar a viver o mistério eucarístico. Recebemos o dom da Eucaristia, para que a nossa vida, à semelhança da de Maria, seja toda ela um magnificat!

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Vídeo com as fotos da novena de São Maximiliano 2010

Confira abaixo o vídeo que fiz com algumas fotos da novena de São Maximiliano, padroeiro da minha comunidade, que celebramos com muita alegria nos últimos dias 05 a 14 de Agosto!!


sábado, 14 de agosto de 2010

Maria: o primeiro « sacrário » da história

55. De certo modo, Maria praticou a sua fé eucarística ainda antes de ser instituída a Eucaristia, quando ofereceu o seu ventre virginal para a encarnação do Verbo de Deus. A Eucaristia, ao mesmo tempo que evoca a paixão e a ressurreição, coloca-se no prolongamento da encarnação. E Maria, na anunciação, concebeu o Filho divino também na realidade física do corpo e do sangue, em certa medida antecipando n'Ela o que se realiza sacramentalmente em cada crente quando recebe, no sinal do pão e do vinho, o corpo e o sangue do Senhor.
Existe, pois, uma profunda analogia entre o fiat pronunciado por Maria, em resposta às palavras do Anjo, e o amem que cada fiel pronuncia quando recebe o corpo do Senhor. A Maria foi-Lhe pedido para acreditar que Aquele que Ela concebia « por obra do Espírito Santo » era o « Filho de Deus » (cf. Lc 1, 30-35). Dando continuidade à fé da Virgem Santa, no mistério eucarístico é-nos pedido para crer que aquele mesmo Jesus, Filho de Deus e Filho de Maria, Se torna presente nos sinais do pão e do vinho com todo o seu ser humano-divino.
« Feliz d'Aquela que acreditou » (Lc 1, 45): Maria antecipou também, no mistério da encarnação, a fé eucarística da Igreja. E, na visitação, quando leva no seu ventre o Verbo encarnado, de certo modo Ela serve de « sacrário » – o primeiro « sacrário » da história –, para o Filho de Deus, que, ainda invisível aos olhos dos homens, Se presta à adoração de Isabel, como que « irradiando » a sua luz através dos olhos e da voz de Maria. E o olhar extasiado de Maria, quando contemplava o rosto de Cristo recém-nascido e O estreitava nos seus braços, não é porventura o modelo inatingível de amor a que se devem inspirar todas as nossas comunhões eucarísticas?
56. Ao longo de toda a sua existência ao lado de Cristo, e não apenas no Calvário, Maria viveu a dimensão sacrificial da Eucaristia. Quando levou o menino Jesus ao templo de Jerusalém, « para O apresentar ao Senhor » (Lc 2, 22), ouviu o velho Simeão anunciar que aquele Menino seria « sinal de contradição » e que uma « espada » havia de transpassar também a alma d'Ela (cf. Lc 2, 34-35). Assim foi vaticinado o drama do Filho crucificado e de algum modo prefigurado o « stabat Mater » aos pés da Cruz. Preparando-Se dia a dia para o Calvário, Maria vive uma espécie de « Eucaristia antecipada », dir-se-ia uma « comunhão espiritual » de desejo e oferta, que terá o seu cumprimento na união com o Filho durante a Paixão, e manifestar-se-á depois, no período pós-pascal, na sua participação na celebração eucarística, presidida pelos Apóstolos, como « memorial » da Paixão.
Impossível imaginar os sentimentos de Maria, ao ouvir dos lábios de Pedro, João, Tiago e restantes apóstolos as palavras da Última Ceia: « Isto é o meu corpo que vai ser entregue por vós » (Lc 22, 19). Aquele corpo, entregue em sacrifício e presente agora nas espécies sacramentais, era o mesmo corpo concebido no seu ventre! Receber a Eucaristia devia significar para Maria quase acolher de novo no seu ventre aquele coração que batera em uníssono com o d'Ela e reviver o que tinha pessoalmente experimentado junto da Cruz....

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

NA ESCOLA DE MARIA, MULHER « EUCARÍSTICA »

53. Se quisermos redescobrir em toda a sua riqueza a relação íntima entre a Igreja e a Eucaristia, não podemos esquecer Maria, Mãe e modelo da Igreja. Na carta apostólica Rosarium Virginis Mariæ, depois de indicar a Virgem Santíssima como Mestra na contemplação do rosto de Cristo, inseri também entre os mistérios da luz a instituição da Eucaristia.(102) Com efeito, Maria pode guiar-nos para o Santíssimo Sacramento porque tem uma profunda ligação com ele.
À primeira vista, o Evangelho nada diz a tal respeito. A narração da instituição, na noite de Quinta-feira Santa, não fala de Maria. Mas sabe-se que Ela estava presente no meio dos Apóstolos, quando, « unidos pelo mesmo sentimento, se entregavam assiduamente à oração » (Act 1, 14), na primeira comunidade que se reuniu depois da Ascensão à espera do Pentecostes. E não podia certamente deixar de estar presente, nas celebrações eucarísticas, no meio dos fiéis da primeira geração cristã, que eram assíduos à « fracção do pão » (Act 2, 42).
Para além da sua participação no banquete eucarístico, pode-se delinear a relação de Maria com a Eucaristia indirectamente a partir da sua atitude interior. Maria é mulher « eucarística » na totalidade da sua vida. A Igreja, vendo em Maria o seu modelo, é chamada a imitá-La também na sua relação com este mistério santíssimo.
54. Mysterium fidei! Se a Eucaristia é um mistério de fé que excede tanto a nossa inteligência que nos obriga ao mais puro abandono à palavra de Deus, ninguém melhor do que Maria pode servir-nos de apoio e guia nesta atitude de abandono. Todas as vezes que repetimos o gesto de Cristo na Última Ceia dando cumprimento ao seu mandato: « Fazei isto em memória de Mim », ao mesmo tempo acolhemos o convite que Maria nos faz para obedecermos a seu Filho sem hesitação: « Fazei o que Ele vos disser » (Jo 2, 5). Com a solicitude materna manifestada nas bodas de Caná, Ela parece dizer-nos: « Não hesiteis, confiai na palavra do meu Filho. Se Ele pôde mudar a água em vinho, também é capaz de fazer do pão e do vinho o seu corpo e sangue, entregando aos crentes, neste mistério, o memorial vivo da sua Páscoa e tornando-se assim “pão de vida” ».

Continua...

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

O DECORO DA CELEBRAÇÃO EUCARÍSTICA

47. Quando alguém lê o relato da instituição da Eucaristia nos Evangelhos Sinópticos, fica admirado ao ver a simplicidade e simultaneamente a dignidade com que Jesus, na noite da Última Ceia, institui este grande sacramento. Há um episódio que, de certo modo, lhe serve de prelúdio: é a unção de Betânia. Uma mulher, que João identifica como sendo Maria, irmã de Lázaro, derrama sobre a cabeça de Jesus um vaso de perfume precioso, suscitando nos discípulos – particularmente em Judas (Mt 26, 8; Mc 14, 4; Jo 12, 4) – uma reacção de protesto contra tal gesto que, em face das necessidades dos pobres, constituía um « desperdício » intolerável. Mas Jesus faz uma avaliação muito diferente: sem nada tirar ao dever da caridade para com os necessitados, aos quais sempre se hão-de dedicar os discípulos – « Pobres, sempre os tereis convosco » (Jo 12, 8; cf. Mt 26, 11; Mc 14, 7) –, Ele pensa no momento já próximo da sua morte e sepultura, considerando a unção que Lhe foi feita como uma antecipação daquelas honras de que continuará a ser digno o seu corpo mesmo depois da morte, porque indissoluvelmente ligado ao mistério da sua pessoa.
Nos Evangelhos Sinópticos, a narração continua com o encargo dado por Jesus aos discípulos para fazerem uma cuidadosa preparação da « grande sala », necessária para comer a ceia pascal (cf. Mc 14, 15; Lc 22, 12), e com a descrição da instituição da Eucaristia. Deixando entrever, pelo menos em parte, o desenrolar dos ritos hebraicos da ceia pascal até ao canto do « Hallel » (cf. Mt 26, 30; Mc 14, 26), o relato, de maneira tão concisa como solene, embora com variantes nas diversas tradições, refere as palavras pronunciadas por Cristo sobre o pão e sobre o vinho, assumidos por Ele como expressões concretas do seu corpo entregue e do seu sangue derramado. Todos estes particulares são recordados pelos evangelistas à luz duma prática, consolidada já na Igreja primitiva, da « fracção do pão ». O certo é que, desde o tempo histórico de Jesus, no acontecimento de Quinta-feira Santa são visíveis os traços duma « sensibilidade » litúrgica, modulada sobre a tradição do Antigo Testamento e pronta a remodular-se na celebração cristã em sintonia com o novo conteúdo da Páscoa.
48. Tal como a mulher da unção de Betânia, a Igreja não temeu « desperdiçar », investindo o melhor dos seus recursos para exprimir o seu enlevo e adoração diante do dom incomensurável da Eucaristia. À semelhança dos primeiros discípulos encarregados de preparar a « grande sala », ela sentiu-se impelida, ao longo dos séculos e no alternar-se das culturas, a celebrar a Eucaristia num ambiente digno de tão grande mistério. Foi sob o impulso das palavras e gestos de Jesus, desenvolvendo a herança ritual do judaísmo, que nasceu a liturgia cristã. Porventura haverá algo que seja capaz de exprimir de forma devida o acolhimento do dom que o Esposo divino continuamente faz de Si mesmo à Igreja-Esposa, colocando ao alcance das sucessivas gerações de crentes o sacrifício que ofereceu uma vez por todas na cruz e tornando-Se alimento para todos os fiéis? Se a ideia do « banquete » inspira familiaridade, a Igreja nunca cedeu à tentação de banalizar esta « intimidade » com o seu Esposo, recordando-se que Ele é também o seu Senhor e que, embora « banquete », permanece sempre um banquete sacrificial, assinalado com o sangue derramado no Gólgota. O Banquete eucarístico é verdadeiramente banquete « sagrado », onde, na simplicidade dos sinais, se esconde o abismo da santidade de Deus: O Sacrum convivium, in quo Christus sumitur! - « Ó Sagrado Banquete, em que se recebe Cristo! » O pão que é repartido nos nossos altares, oferecido à nossa condição de viandantes pelas estradas do mundo, é « panis angelorum », pão dos anjos, do qual só é possível abeirar-se com a humildade do centurião do Evangelho: « Senhor, eu não sou digno que entres debaixo do meu tecto » (Mt 8, 8; Lc 6, 6).